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'A arte é algo que você tem que respeitar para fazer', diz Camila Queiroz

Publicado domingo, 17 de dezembro de 2017 às 15:50 h | Atualizado em 17/12/2017, 15:50 | Autor: Raquel Rodrigues | Estadão Conteúdo
​Camila Queiroz fala da vida e da personagem na novela Pega Pega
​Camila Queiroz fala da vida e da personagem na novela Pega Pega -
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Camila Queiroz está mais madura. Em cena e na vida pessoal. Tanto que vai se casar - com o ator Klebber Toledo – no segundo semestre de 2018. Prestigiada dentro da Globo, a atriz vem emendando trabalhos de destaque e já está escalada para a novela das sete que virá depois de Deus Salve o Rei. "Fiquei sabendo que estou no elenco de Verão 90 Graus. Recebi o convite, mas ainda não tenho detalhes", conta a atriz.

Na reta final de Pega Pega, a paulista de Ribeirão Preto afirma que a protagonista Luiza lhe rendeu muitos aprendizados e, aos 24 anos, faz um balanço da carreira, sem se furtar a responder a respeito das críticas que recebeu. Camila também revela seus planos para o novo ano.

Muitos mistérios estão vindo à tona em Pega Pega. Acha que o segredo de Maria Pia (Mariana Santos) com Eric (Mateus Solano) afeta a relação do casal?

Acredito que não muda nada a questão da Maria Pia ter sido a barriga de aluguel para gerar a Bebeth (Valentina Herszage). Na verdade, só fortalece o casal, porque a Luiza sabia deste segredo há muito tempo. Quando estava investigando o acidente da Mirella (Marina Rigueira), ela chegou a esse fato mais rápido que todo mundo. O Eric já tinha contado para ela. Isso fez com que os dois se unissem ainda mais. É um peso a menos que eles carregam.

No início da novela, houve uma rejeição do público ao seu sotaque. Como foi corrigido?

Eu falo porta, porteira e portão, puxando o "erre". Mas a Luiza não. É uma coisa que eu não controlo. No começo da novela, teve esta rejeição (porque ela acabou misturando o sotaque caipira com o carioca), mas era muito compreensível porque as pessoas não estavam acostumadas a ouvir eu falar daquela forma. Fui adaptando e vendo o que podia ser melhorado. Senti que as pessoas esqueceram a história e ficou tão natural que nem prestam mais atenção.

Qual o balanço que você faz do seu trabalho como a protagonista Luiza'?

Pega Pega foi uma grande evolução na minha vida. Eu tinha feito personagens com mais jeito de menina, mesmo a Mafalda (de Êta Mundo Bom) sendo até mais velha do que a Angel (de Verdades Secretas). A Luiza me fez ser mulher, me puxou para um lado que nunca vivi, essa porção empresária, mulher casada, que quer administrar um hotel inteiro. Aprendi muito!

O que você pensa quando as pessoas comentam que você teve sorte, mesmo tendo trabalhado muito?

É fácil olhar de fora e falar isso, que o sucesso se deve ao fato de eu ser modelo e bonitinha. Só que a beleza não segura nada! Quem trabalha na Globo sabe como é que funciona. Assim, a arte é algo que você tem que respeitar para fazer. Tem que estudar muito, estar preparada pra isso, para doar o máximo de você, porque tem hora que você vai olhar uma cena e pensar que não dá conta. Entretanto, aquilo está escrito pra você, então não pode virar pro diretor e dizer que não quer fazer. Tem que ter um respeito muito grande pela profissão, o que tenho desde o primeiro dia.

Você tem o costume de assistir as suas cenas?

Assisto a novela todo dia. Vi todos os trabalhos que fiz. Poder ver o resultado é muito gostoso. Assisto também para me estudar. Como sou nova nessa profissão, ainda tem coisa que faço e vejo que nunca tinha tentado e aí avalio se funcionou ou não. Tenho uma grande memória de quando fiz Verdades Secretas, porque observava o trabalho da Marieta (Severo), Drica (Moraes) e Ana Lúcia Torre.

Como é a reação das pessoas de Ribeirão Preto, quando você está na cidade?

São dois momentos: as pessoas do meu bairro, que têm orgulho de dizer que me viram crescer; e as pessoas da minha cidade, que me admiram porque represento o lugar. Todo esse assédio é muito bom, mas ainda é novo pra mim. Sempre tem churrasco na casa da minha mãe com toda a família.

Você considera que 2017 foi um bom ano?

Esse ano foi maravilhoso e inesperado, com uma perda muito grande, que foi do meu pai (Sérgio Queiroz). Porém, evoluí muito, mesmo com todas as dificuldades que apareceram. Imagina só: perder o pai no começo da novela acabou comigo. Foi muito difícil pra me recuperar e uma superação também. Foi maravilhoso estar trabalhando, ter tido essa recepção, pegar essa força pra mim e levar para a minha família.

E quais são os seus planos para 2018?

Para o ano que vem, fiquei sabendo que estou na novela das sete, Verão 90 Graus. Recebi o convite, mas ainda não sei como ficou tudo isso dentro da casa. Aparentemente, estou na novela que vem depois de Deus Salve o Rei. Mas tudo pode acontecer...

Mesmo com a correria, você e o Klebber Toledo já conseguiram decidir alguns detalhes do casamento?

Como estou muito atarefada, a gente está vendo tudo de maneira superficial, por enquanto. Acho que vamos parar para olhar tudo mesmo em janeiro. Provavelmente vamos nos casar no segundo semestre de 2018.

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