TELEVISÃO
Daniele Suzuki: "Estava na hora de voltar à ralação"

Por Carla Ferreira | Estadão Conteúdo

Quem não se lembra da divertida Miyuki, da temporada de 2001 de Malhação (Globo)? Agora, 13 anos depois, sua intérprete, a atriz Daniele Suzuki, volta à novelinha na pele de Roberta, uma mulher sedutora, professora de nado sincronizado. Mas Daniele, no entanto, não abre mão dos trabalhos como apresentadora em canais fechados, dos comerciais de tevê e muito menos de cuidar do filho, Kauai, de três anos. Em função de tantas tarefas, a atriz talvez tenha de abdicar de alguns prazeres, como surfar e sair com os amigos. Mesmo assim, ela está vibrando com a volta à TV aberta, principalmente para viver uma mulher tão moderna e tão próxima da água quanto ela. Leia a entrevista completa.
Como você está encarando essa volta à Malhação, tanto tempo depois?
Vai ser realmente um desafio. Eu quero conseguir fazer nesta temporada uma personagem tão ou mais marcante do que a Miyuki. Vai ser difícil, porque elas são completamente diferentes. A Miyuki era bem inocente, uma menininha. Agora, eu venho no extremo oposto: é uma mulher sedutora, decidida, moderna.
Qual é a diferença entre esses dois trabalhos?
São 13 anos, já passou muito tempo. Eu amadureci bastante. Mesmo na época da Miyuki, eu já era bem madura. Era bem mais velha do que a personagem, eu tinha 24 anos e a personagem, 15. Então, tinha que fazer uma voz de criança. Agora, vou fazer uma personagem também um pouco mais nova do que a minha idade, mas em um formato muito diferente de mim.
Para você, que já fez parte do elenco jovem, como é estar no elenco adulto? Vocês trocam experiências?
Estamos nos conhecendo. Mas essa galera é muito talentosa, são atores muito bons. Eu tenho assistido a algumas coisas deles, um pouco das aulas de canto, de dança e de interpretação. Acho que não só eles, mas a gente também vai ter muito a aprender com eles. E essa troca vai ser bem gostosa.
Com tudo isso, como fica a sua carreira de apresentadora?
Eu sempre conciliei as duas coisas esses anos todos, mas não tinha filho. Depois que o Kauai nasceu, foquei só em ser apresentadora. Agora, que também estou voltando para a carreira de atriz, não sei como vai ser. Tenho projetos no Multishow, de um programa de auditório. Ainda não sei como vou conciliar todas essas coisas: "Malhação", o programa, os livros que eu estou escrevendo e todos os outros projetos paralelos. Estou com tudo na mão, sem saber por onde começar.
Quais são esses projetos? Pode adiantar alguma coisa?
São projetos que eu estou entregando para canais, que já estão nas mãos de produtoras amigas e empresas com as quais já trabalhei. Estamos desenvolvendo, mas ainda não sei muito como vai ficar a minha disponibilidade. Porque, quando a gente entra em uma novela, não sabe o quanto eles vão precisar. Há 13 anos, o ritmo de "Malhação", para mim, era de segunda a sábado de manhã à noite. Agora, eu ainda não entrei no capítulo, então, não tenho noção de como vai ser esse novo formato.
Você está fora das novelas há algum tempo. Por quê? Foi uma opção sua?
Minha última novela acabou na metade de 2010. Aí, meu filho nasceu, e eu fiquei trabalhando só como apresentadora, porque tinha mais tempo livre. Agora, o Kauai já fez três anos e surgiu este novo convite. Eu sou contratada da casa e tenho que ir para onde eles me direcionam. Mas agora meu filho já está na escola. Antes, eu tinha que viajar muito. Abri mão de fazer programas viajando por causa dele. Eu amamentei até dois anos. Dei muita sorte, porque a minha profissão permitiu isso. Tenho amigas que voltaram a trabalhar com um mês. Só tenho que agradecer a Deus. Estava na hora de voltar à ralação, e eu tenho que tocar a minha vida. Não dá para ser só mãe.
Essa personagem é caracterizada como uma sedutora. Como ela é? Tem algo parecido com você?
Ela tem uma personalidade bem diferente de mim, pelos valores mesmo. Por outro lado, temos algumas coisas parecidas, que é essa relação com a água. Ela é professora de nado sincronizado, que é uma misturade balé com natação. Ela é professora de ioga na prancha de surf. Eu faço ioga e surfo, mas a ioga no surf vai ser uma novidade também para mim. É uma coisa que eu estou aprendendo a fazer e a unir esses universos. Essa relação dela com a água tem uma coisa parecida comigo, mas eu não tenho essa personalidade da pegadora.
Ela chega a ser pegadora?
Ela é moderna, não é uma periguete. Mas, quando está a fim de um cara, ela vai à luta e não se importa com o que pensam O figurino dela não é de periguete, porque ela é uma sedutora que pega todos os caras, mas vive uma vida normal. Aquilo para ela é absolutamente tranquilo. Acho que é muito a nossa realidadede hoje. Se você reparar, as mulheres que dão em cima dos caras não são as que se vestem como periguetes. Hoje, a luta está aberta e está todo mundo se estapeando. Não importa se os homens são casados ou comprometidos, as mulheres dão em cima mesmo.
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