GATILHO
No Limite Amazônia: Paulinha revela ter sofrido estupro
Participante relatou episódio na quinta-feira, 27, durante o programa
Por Da Redação

O “No Limite - Amazônia”, da TV Globo, já começou e na quinta-feira, 27, a participante Paulinha relatou um momento delicado e difícil de sua vida quando estava reunida com Greiciene, Carol Nakamura e Raiana. Ela diz ter sido estuprada há quatro anos.
Paulinha disse que em 2019 quando trabalhava como assistente social, fez o resgate de três meninas e quando saiu do abrigo em direção ao ponto de ônibus, passou um carro com dois homens que a levaram para outro lugar, que segundo ele era uma “espécie de garagem” ou “construção”, de acordo com o portal o Fuxico.
“Tinha um cobertor no chão. Colocaram um pano na minha cara com alguma coisa que até então eu não sabia o que era, mas eu desmaiei, eu apaguei. Quando eu acordei, eu estava pelada já, sendo estuprada várias vezes”, disse a participante do programa, chorando.
“Eu fiquei lá durante oito horas em cativeiro. No momento que eu acordei, eu tentei resistir algumas vezes, então eu apanhei muito. E eu já não tinha mais forças para resistir, eu fiquei lá jogada”, relembrou Paulinha, ao ser apoiada pelas colegas de tribo.
A participante ainda relatou que foi maltratada pela equipe. “Acho que eles acharam que eu morri. Eles me enrolaram nesse cobertor e me jogaram na área de lixo. Aí passou um casal, que viu que tinha alguma coisa se mexendo. E de lá, acho que era para melhorar, mas piorou porque eu tive que ir pra delegacia, quando eu estava na delegacia, eles perguntaram tipo: ‘Mas com que roupa você estava?’”.
Tatuagens
Em seguida ao relato, Paulinha disse que algumas de suas tatuagens tem relação com sua sobrevivência ao crime que sofreu. “E aí eu fiz a tatuagem da onça, que é um animal forte e que sozinha faz muitas coisas. E escrevei ‘Melhor que ontem’ depois de tudo que passou. Eu tenho tatuagens sobre as fases que eu passei em minha vida e eles sempre perguntaram pra mim o significado, falei que era uma história muito pesada”, explicou.
“Achei importante que elas soubessem que às vezes eu fico mais amuadinha ou sensível por conta disso”, concluiu Paulinha em seu depoimento para o público. Logo depois, ela foi rapidamente apoiada pelas colegas de equipe.
“É uma história tão dolorosa que eu achei que era impossível a gente não se apegar à dor que ela sentiu naquele momento”, disse Raiana, emocionada com o relato.
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