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Palpite: zumbis vencem duelo contra Westeros

Andreia Santana

Por Andreia Santana

03/04/2013 - 13:08 h | Atualizada em 22/01/2021 - 0:00

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The Walking Dead
The Walking Dead -

Os fãs de Game of Thrones (Guerra dos Tronos), série inspirada na saga literária As crônicas de gelo e fogo, de George R. R. Martin, que não se irritem, mas o episódio final da terceira temporada de The Walking Dead, exibido no domingo, 31 de março, pelo AMC, nos EUA, e nesta terça, dia 2, no Brasil, pela Fox, bateu com folga a audiência de estreia da terceira temporada da epopeia de Westeros (o mundo mítico criado por Martin), que vai ao ar pelo HBO.

Enquanto os zumbis tiveram 12,4 milhões de espectadores acompanhando o episódio Welcome to the tombs; 4,4 milhões de fãs assistiram a estreia do capítulo intitulado Valar Dohaeris, de Guerra dos Tronos. Com as duas reprises exibidas logo após a estreia, a audiência do HBO subiu para 6,7 milhões; enquanto The Walking Dead alcançou quase 15 milhões para o canal AMC, com as reexibições.

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As duas séries, é bom ressaltar, bateram seus próprios recordes de temporadas anteriores e a comparação, longe de querer dizer que uma é melhor que a outra, na verdade as duas tem grandes qualidades, cada uma dentro do seu nicho, serve apenas para dimensionar o impacto que o programa inspirado no HQ homônimo de Robert Kirkman causa nos corações e mentes dos série-maníacos.

The Walking Dead, há três anos no ar, desde 2011, é o grande fenômeno pop mundial da atualidade, pegando carona e, ao mesmo tempo, ajudando a retroalimentar a febre zumbi que contagia o planeta e rende dividendos em várias mídias e formatos. Especificamente sobre TWD, além dos quadrinhos, que já resultaram desde as edições básicas de banca de revista até álbuns mais elaborados; no Brasil já foram lançados, pelo Grupo Editorial Record (selo Galera), dois livros: The Walking Dead - A ascensão do governador e The Walking Dead - O caminho para Woodbury. Este último, recentemente, já na esteira do sucesso da terceira fase na TV.

Notícia boa para os fãs de TWD é que mal a terceira temporada acabou e os seus produtores já confirmaram que a série terá uma quarta, que deve começar a ser gravada agora em maio, com expectativa de estreia em outubro deste ano. A data exata da exibição do primeiro episódio da Season 4 ainda não foi revelada, mas deve-se manter a lógica de estreias aos domingos, no AMC - EUA, e às terças, no Fox - Brasil. Vale lembrar que as três temporadas já finalizadas: 2011, 2012 e 2013, também estrearam em outubro, pegando carona na fixação dos norte-americanos pelo Halloween.

Dança das cadeiras - Nem tudo porém, são flores (ou carne fresca) em TWD. Enquanto elenco e altos executivos da AMC comemoram os sucessivos recordes e prêmios, a produção enfrenta os típicos problemas de bastidor que acontecem em produtos que começam alternativos e crescem depressa demais.

Depois de Frank Darabont (Um sonho de liberdade, A espera de um milagre), que concebeu a série para a TV, abandonar o projeto por "divergências criativas" com a rede AMC, agora é a vez de Glen Mazzara, substituto de Darabont, deixar The Wallking Dead, alegando as mesmas divergências. Antes de sair, porém, Glen afirmou que a série tem fôlego para no mínimo sete ou oito períodos. Pelo visto está certo, pois embora instabilidade em uma produção quase sempre repercuta mal no produto final, TWD até agora não perdeu qualidade dramática ou narrativa.

Veja um teaser do episódio final da terceira temporada de TWD

A temporada e o último episódio - A terceira temporada de TWD começou mais violenta e árida (relembre as análises da estreia e do meio da temporada), com o grupo liderado pelo ex-policial Rick Grimes tomando posse de uma antiga prisão desativada e povoada por detentos zumbificados.

No meio dessa terceira temporada, ao todo foram 16 episódios divididos em duas fases de exibição, o ritmo alucinante cedeu lugar ao desenvolvimento de dramas mais humanos e a ação se dividiu em dois cenários: de um lado o grupo de Rick, na prisão, e do outro, os moradores de Woodbury, cidade de sobreviventes comandada por Philip Blake, o Governador.

Em Woodbury, além de um contingente de idosos e crianças, vivem ainda mercenários que defendem o território contra os "mordedores" (zumbis) e alguns ex-integrantes do grupo de Rick, como a ex-advogada especialista em direitos humanos, Andrea, perdida da sua turma no ataque à fazenda de Hershel (segunda temporada), e o ex-encrenqueiro Merle Dixon, irmão do arqueiro Daryl, que havia sido abandonado pelo grupo, algemado em um telhado (primeira temporada).

Durante semanas seguidas, os expectadores assistiram aos dilemas morais e às trocas de lealidade protagonizadas pelos personagens, que ao mesmo tempo em que continuavam abatendo zumbis, precisavam se preparar para uma iminente luta de humanos contra humanos. Nessa terceira temporada também foram apresentados novos personagens, como Tyresse, sua esposa e um amigo com o filho adolescente, bem como soube-se o paradeiro de Morgan e Duane Jones, que ajudaram Rick, na primeira fase, quando ele acordou de um coma e descobriu que o mundo havia acabado.

O episódio final teve a intenção de mostrar o clímax dessa guerra entre o bem, representado pelo grupo da prisão e por alguns dos moradores de Woodbury, contra o mal, personificado tanto na figura do Governador, que pouco a pouco vai revelando a sua verdadeira natureza cruel e desequilibrada (já fartamente conhecida pelos leitores dos quadrinhos) quanto na dos mercenários comandados por ele. No entanto, o 15º episódio, fenomenal, e exibido uma semana antes (dia 24/3 nos EUA e 26/3 no Brasil) contribuiu para esvaziar um pouco da força do capítulo final. Esse penúltimo, foi o episódio onde ocorreu o último embate entre os irmãos Dixon, com cenas de fazer chorar.

A Palpite não vai revelar quem vence a luta da prisão x Governador, ou em que pé ficou o confronto, para não tirar o doce da boca de quem não viu ainda todos os episódios. Na TV aberta brasileira, por exemplo, TWD, exibida pela Rede Bandeirantes, está ainda na segunda fase. Mas é importante dizer que o confronto cara a cara de Rick com o Governador foi adiado, talvez para a quarta fase. A guerra final, no episódio Welcome to the tombs, ao invés de apostar em confronto aberto, investiu em táticas de guerrilha, com o grupo de Rick montando uma armadilha para o Governador e seus seguidores e compensando a inferioridade numérica com estratégia.

Embora um pouco mais fraco do que o final da segunda fase, quando Carl (filho de Rick) mata seu primeiro zumbi, o episódio final da fase três não deixou de surpreender com trocas de cenário entre os grupos: enquanto o Governador quer tomar a prisão, Rick mira em Woodbury, com desfechos surpreendentes nos dois casos.

Confira mais um teaser de Welcome to the tombs:

É preciso ainda dizer que mortes no elenco principal continuam a acontecer, para frustração dos fãs, em menor grau ao longo das duas fases anteriores e com muito mais frequência e impacto nas vidas dos sobreviventes nessa terceira parte da saga. No entanto, apesar da carnificina promovida pela produção, que elimina personagens que, na opinião dessa "palpiteira", ainda tinham muito potencial; para uma parte dos fãs de TWD, principalmente os brasileiros, o tom mais humanizado da série foi interpretado como lentidão em alguns episódios. Ao menos é o que se diz em grupos de discussão nas redes sociais.

Essa ênfase nos sentimentos e conflitos humanos, em detrimento da caça aos zumbis, era uma das características do dedo de Glen Mazzara na produção e já vinha ocorrendo desde o final da segunda temporada. Alguns fãs, no entanto, preferem mais a ação e os atos heroicos como salvamentos por um triz e abate de mortos-vivos em situações dignas de um Oscar de efeitos especiais.

Felizmente, a maioria, se formos levar em conta os números astronômicos de audiência que a série emplaca a cada fase, comprou a ideia de um drama em que estão em jogo não somente a sobrevivência dos vivos contra os mortos devoradores de cérebro, mas a capacidade das pessoas manterem valores como ética, respeito e misericórdia, mesmo em um mundo pós-apocalipse. Espera-se que o novo produtor executivo que substituirá Mazzara mantenha essa característica, ao mesmo tempo em que aproxime mais a série de tv daquela dos quadrinhos, visto que as licenças poéticas atuais desagradam os fãs mais ortodoxos do HQ.

Em última análise, The Walking Dead concluiu mais uma etapa sem perder a identidade e sem abrir mão da mistura que a consagra já como clássico do gênero, um misto equilibrado de drama e horror, ação e suspense, narrativa ágil e desenvolvimento de conflitos paralelos que se entrecruzam. O elenco continua afiadíssimo, cada vez mais entrosado e com atuações verossímeis, convincentes e carismáticas. Como não amar a nobreza de Daryl, a sabedoria de Hershel ou o dom materno de Carol? Ou ainda, como não se comover com os dilemas de Rick e não ficar apreensivo com o futuro do menino-soldado Carl? E a samurai negra Michonne, vivida pela atriz Danai Gurira (O visitante) com maestria e dose exata de sensibilidade e frieza para abater inimigos?

A julgar pelo fim da terceira fase, a quarta temporada reserva aos fãs muitas emoções, sustos e mais frustrações, uma vez que mortes no elenco principal devem continuar ocorrendo. Aliás, essa é uma das poucas coisas a se lamentar na produção, o fato de seus produtores eliminarem personagens queridos (alguns nem tanto), sem a menor dor na consciência ou consideração aos clamores populares.

Em uma análise fria, entende-se que a estratégia é necessária tanto para dar fluidez (personagens demais trazem sempre o risco da história se perder), quanto para aumentar a dramaticidade da narrativa, pois quem sobrevive fica marcado pela perda dos amigos e parentes, pautando suas ações futuras nos sentimentos gerados por essas perdas.

Mas, vocês bem sabem como é, fã é fã e raramente fica convencido quando um personagem amado morre no final. Pelo menos, o luto dura até as novas emoções trazidas pela próxima estação.

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