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Tia Má relata racismo em supermercado de Vilas: 'Dói demais'

Jornalista e influenciadora usou as redes sociais para contar o que aconteceu em Lauro de Freitas

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Tia Má disse que foi seguida dentro da loja por um segurança sem nenhum motivo
Tia Má disse que foi seguida dentro da loja por um segurança sem nenhum motivo - Foto: Magali Moraes | Divulgação

A jornalista e influenciadora Maíra Azevedo, a ‘Tia Má’, relatou ter sofrido racismo em um supermercado localizado no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Ela usou as redes sociais para contar o que aconteceu, no final da manhã desta segunda-feira, 21.

Tia Má disse que foi seguida dentro da loja por um segurança sem nenhum motivo. "É desesperador precisar provar que não vamos roubar, é doloroso ser 'perseguida' dentro de uma loja porque se tem um tipo suspeito. E é preciso que as lojas entendam que a segurança, mesmo que terceirizada, é responsabilidade das redes. Era para ter sido uma ida rápida ao mercado, mas fui discriminada", começou ela em uma publicação no Instagram.

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Maíra disse que chegou a falar com a gerência do GBarbosa de Vilas do Atlântico, que negou ter acontecido alguma situação racista.

"É sempre em silêncio… nada é dito, mas o 'segurança' te segue…e ao falar com a gerente primeiro tenta negar o fato, mas ao perceber que eu não era uma pessoa desinformada a mesma concordou e disse que falaria com o funcionário, mas fiz questão de reafirmar que não é um problema dele e sim da loja", afirmou.

Ela marcou o perfil do supermercado e também enviou mensagens para a conta oficial da rede. "Fui falar com a gerente e fiz questão de dizer que essa é uma abordagem inclusive violenta. Porque colocar um homem para seguir uma mulher nos causa medo. Será que não aprendem? Quando os 'outros' roubam dizem que é transtorno, quando a gente apenas chega somos suspeitos", contou, no Twitter.

A jornalista disse que chorou com a situação e relatou que outras duas clientes afirmaram que as situações de discriminação já são uma constante na loja.

"Fiquei paralisada e ao entrar no carro chorei, só agora consegui escrever, porque dói demais…precisei gritar para o homem parar de me seguir, e ele me seguindo estava me sentindo coagida. Me fortaleci porque estava na companhia de minha tia", escreveu ela.

Confira o relato completo de Tia Má:

Em nota, a rede de supermercados disse que "se solidariza com o sentimento" da jornalista e que "está apurando a situação relatada de forma cuidadosa e criteriosa, pois não compactua com nenhum tipo de ação ou comportamento que possa ser ou parecer um ato de discriminação e racismo".

"A empresa reforça que preza pelo respeito integral a todas as pessoas que frequentam suas unidades e que tomará as medidas cabíveis após finalizar a apuração do caso", afirmou o GBarbosa.

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