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Escritor baiano Fernando Vita lança o quinto livro, uma história picante sobre sexo nos anos 1960

Publicado às | Atualizado em 28/10/2021, 16:43 | Autor: Eugênio Afonso
O jornalista e escritor santo-antoniense Fernando Vita lança quinto livro | Foto: Divulgação
O jornalista e escritor santo-antoniense Fernando Vita lança quinto livro | Foto: Divulgação -
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Com quatro livros no currículo, o jornalista e escritor santo-antoniense Fernando Vita, 72, acaba de lançar pela Geração Editorial Desirée, a sexóloga que não sabia amar, sua quinta e mais recente obra, já à venda nos formatos impresso e e-book. Na capa, Vita já adianta que é esta “uma hilariante história de rufiões, garanhões, putanheiros, sacanas e mentirosos de modo geral”.

Como em suas três últimas obras, as aventuras e desventuras da doutora Desirée D’Anunciação dos Prazeres, uma jovem médica especialista em clínica geral, sexológica e psicológica, recém-casada com um geólogo, se passa em Todavia, cidade criada pelo autor e situada no Recôncavo Baiano. Pois assim como Garcia Márquez tem a sua Macondo, Andrea Camilleri, Vigàta, e Érico Veríssimo, Antares, Vita decidiu também constituir e fundar sua cidade imaginária. E é justamente em Todavia que tem passeado seus sem-número de personagens únicos.

De acordo com o jornalista, a protagonista se transforma, como médica e mulher, depois que passa a conviver e conhecer as histórias dos moradores da fictícia cidade. O casal acaba aderindo às farras e esbórnias da fauna local, verdadeiros bacanais orgiásticos em que vale tudo, dignos de Sodoma e Gomorra.

“Imagine uma moça bonita e jeitosa, que se faz médica, com especialidade em sexologia, que por obra do acaso abre consultório em uma pequena – e imaginária – cidadezinha do Recôncavo da Bahia, na virada dos incríveis anos 1960. O que ela ouve, no dia a dia, dos seus pacientes, em seu consultório, figuras multidisciplinares nas suas práticas de homem e mulher – ou não! – no aconchego das alcovas, na maciez dos lençóis, lhe levam a concluir que pouco aprendeu da sua especialidade nos bancos da universidade. E que muito ainda teria que aprender com os nativos da distópica Todavia, onde tudo se dá”, relata o autor.

Para Vita, a obra enquadra-se no rol dos ditos romances de entretenimento. “São livros muito em voga nesses tempos tão trágicos, com doses gigantes de um erotismo bem maluquinho, picante, trepidante. Seria, digamos assim, A casa dos budas ditosos dos pobres, o Kama Sutra dos oprimidos e o Analista de Bagé dos coitadinhos”.

Até o fim

Autor de Tirem a doidinha da sala que vai começar a novela, Cartas anônimas, O avião de Noé, República dos mentecaptos e, agora, Desirée, a sexóloga que não sabia amar, Fernando garante que escreve sempre com a mesma intenção.

“Contar uma história com princípio, meio e fim, se possível de forma divertida, sem que necessariamente o fim justifique o meio, nem o princípio justifique ou antecipe o fim, de sorte que o leitor ou a leitora vá até o final do livro sem me deixar falando sozinho, que aí é coisa que nenhum autor deseja, mesmo que, às vezes, mereça”, observa com humor.

Influenciado pelos escritores João Ubaldo Ribeiro, José Saramago, Luigi Pirandello, Gabriel Garcia Márquez e Dias Gomes, entre outros, o jornalista gosta de frisar que escreve desde sempre com o intuito de poder colocar no papel sua coleção de contos. “Faço isso desde pequeno. E espero continuar contando contos até quando haja tolerantes e misericordiosas almas para ouvir-me, que quem fala sozinho é maluco”.

Vita, como boa parte dos escritores nacionais, reconhece que o ofício da escrita em um país de iletrados é uma estrada sinuosa e incerta. “São muitos os que escrevem; são pouquíssimos os que leem. Veja você que a cada dia minguam as livrarias. E há até casos de “livrarias” que vendem de tudo, menos livros. Como na minha utópica Todavia acontece”.

Diversão garantida

Alguns amigos e colegas de Vita já leram o livro, como o escritor e publicitário baiano João Santana Filho, contemporâneo do jornalista na redação do extinto Jornal da Bahia. Santana acredita que Desirée... “é a consolidação plena do estilo único do autor e a eternização de Todavia na sua fabulação”. Já o radialista Mário Kértesz considera “o mais divertido, ambicioso e inovador, do ponto de vista de técnica romanesca, entre todos os romances de Vita”.

Outro que também teve acesso à obra foi o antropólogo e escritor baiano Antônio Risério. Para ele, Desirée, a sexóloga que não sabia amar é divertido e os personagens são ótimos. Para o jornalista, escritor e publicitário Marcelo Simões, o que impressiona no livro de Fernando, pelo ineditismo, é o aperfeiçoamento da narrativa, a originalidade na formatação do texto e a disruptura na burocracia gramatical sem que haja qualquer tipo de incorreção.

Incensado pelos amigos, Fernando Vita informa que, com exceção do primeiro livro - Tirem a doidinha da sala que vai começar a novela, só encontrado em e-book, todos os outros seguem disponíveis nos formatos impresso e digital. E avisa aos leitores que a surreal Todavia ainda deve ser palco de muitas histórias picantes ou não, afinal o autor não pretende encerrar o ciclo de obras ambientadas na fictícia cidade

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