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Festival Latinidades traz shows e debates para Salvador

Evento é responsável por ampliar a visibilidade do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Festival cultural acontece em Salvador
Festival cultural acontece em Salvador - Foto: Foto: Antonio Queirós/GOVBA

Após o sucesso das edições em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, o 16º Festival Latinidades chega a Salvador neste sábado e domingo, 29 e 30 de julho. Com patrocínio de Natura Musical e apoio do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias de Promoção da Igualdade Racial dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), de Cultura (Secult) e de Turismo (Setur), o evento é responsável por ampliar a visibilidade do 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana Caribenha no Brasil.

Tendo a arte e a cultura como ferramenta de ações para promover a igualdade de raça e gênero, o Latinidades aposta em uma programação gratuita com atrações de diversos países em sua edição baiana. As apresentações acontecem na Praça Quincas Berro D’Água, no Pelourinho.

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No primeiro dia, a partir das 16h30, acontece o II Concerto Internacional contra o Racismo: Pelos Direitos das Mulheres Negras, que reúne a Banda Panteras Negras, Slam das Minas Bahia, Vox Sambou (Haiti), Enio IXI, La Dame Blanche (Cuba) Rocky Dawuni (Ghana), Shirley Campbell (Costa Rica), William Cepeda (Puerto Rico) e Masauko Chipmbere (EEUU/Malawi). O Samba Ohana é a atração do encerramento no domingo, às 17h.

Também a vida econômica e social foi incluída no planejamento do festival, que terá uma área reservada para a Feira de Empreendedorismo Negro, apresentando conteúdos, produtos e serviços de afroempreendedores.

Atividades formativas

O Latinidades promove ainda diálogos entre poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos sobre o enfrentamento do racismo e do sexismo e a promoção da igualdade racial. Os debates acontecem no Museu Eugênio Teixeira Leal, também no Pelourinho.

No sábado, das 14h às 18h, o espaço recebe o Encontro de Juristas Negras com discussões sobre os temas “Racismo na Infância – Um olhar para a maternidade negra”, “Mulheres e Cárcere – A liberdade é uma luta constante” e “Arte, Justiça e Ancestralidade”. Estão previstas as participações de integrantes de diversas instituições, entre elas Ministério Público, Tribunal de Justiça, Instituto Juristas Negras e JusBrasil. As inscrições devem ser realizadas através do link bit.ly/latinidadesjuristasnegras.

No dia seguinte, acontece o seminário “Desafios da Democracia no Brasil: Violência de Gênero e Raça na Política”, das 8h às 18h. Além de debates com a presença de representantes do legislativo, do executivo e de pesquisadoras, o seminário integra outras ações. Às 14h, o Unfpa lança a publicação “Da Lei do Ventre Livre aos dias atuais: Direitos sexuais e reprodutivos das mulheres negras no Brasil sob uma perspectiva histórica”, com a participação da ex-vice-presidenta da Costa Rica e atual presidenta do Fórum do Permanente para Pessoas Afrodescendentes da ONU, Epsy Campbell. Às 16h, ocorre a pré-estreia do documentário “Corpos Invisíveis”, dirigido por Quezia Lopes, que aborda o apagamento social dos corpos negros femininos a partir da experiência pessoal e artística de onze mulheres. Os ingressos estão disponíveis no endereço bit.ly/seminariolatinidades.

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