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Jorge Ben Jor recebe homenagem durante show no Rio

Publicado sábado, 18 de março de 2017 às 00:00 h | Atualizado em 18/03/2017, 15:43 | Autor: Daniel Oliveira
Skank e cantora Céu celebram o mestre
Skank e cantora Céu celebram o mestre -
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O essencial da vasta e potente obra de Jorge Ben Jor está representado no roteiro do show Nivea Viva Jorge Ben Jor, projeto da marca de cosméticos, com a banda mineira Skank, a cantora e compositora paulista Céu e o próprio artista homenageado. A avant première ocorreu na última terça com o espetáculo de cerca de duas horas e meia no espaço Vivo Rio, na capital carioca. Em abril, inicia a sua rota pelo Brasil. Falta a confirmação de apenas uma cidade, e a expectativa é que seja Salvador.

Pouco antes de subirem ao palco, em noite nublada de final de verão, os músicos conversaram informalmente com a imprensa na antessala do camarim. Primeiro, Samuel Rosa e a sua trupe e Céu apareceram. Fizeram fotos e falaram: "Qualquer músico gostaria de participar de um projeto como o Nivea. Tem charme, proposta bem definida, condições legais de ensaio e palco, os encontros são interessantes. E este ano ser seu Jorge Ben Jor exalta ainda mais o projeto para nós", afirmou Samuel.

Segundo o cantor, mais de 30 ensaios foram realizados no processo de feitura do show, cuja direção artística é de Monique Gardenberg e a musical de Dadi Carvalho. "A gente já tinha tocado muita coisa de Jorge Ben Jor, gravamos ele, mas tem músicas que nunca fizemos, como as do Tábua de Esmeralda, um disco que eu adoro", completa.

Os convidados deste ano possuem forte envolvimento afetivo com o cantor e compositor. Samuel destaca que Ben Jor é uma espécie de padrinho do Skank. Já para Céu, a origem da conexão é materna. A mãe dela inspirou a canção Carolina Carol Bela (em parceria com Toquinho). "Para mim, é muito especial, é incrível. Hoje estava refletindo sobre isso e pensando: 'Que bom, o universo está conspirando a favor'", disse, emocionada.

Salve simpatia

Com o carisma e simplicidade de sempre, logo chegou ao lugar de acesso ao camarim a estrela maior da noite: Jorge Ben Jor, o Babulina. Foi avistado por Samuel Rosa, que, em voz alta, fez a saudação: "Professor!". Juntou-se aos músicos, posou para fotos. Ao ser questionado sobre como tem sido o projeto, ele respondeu em poucas palavras. "Vai ser daqui a pouco. Vamos ver". Era o momento da concentração, em cerca de 30 minutos o espetáculo começaria.

A introdução foi feita pelo ator Dan Stulbach e a diretora do Nivea, Tatiana Ponce, que dissertaram sobre o projeto e, enfim, anunciaram o início do show para a plateia de ilustres convidados, entre eles Gilberto Gil, André Midani e Erasmo Carlos.

O palco foi iluminado e surgiu o pomposo telão de LED. Skank abriu o passeio pelo repertório de Ben Jor com O Dia Que o Sol Declarou Seu Amor Pela Terra. Samuel Rosa chamou Céu, que apareceu de vestido cintilante azul à la Tropix (recente CDo seu aclamado álbum recente), e em clima solar cantaram País Tropical.

Na sequência, o ska Cabelo e a singela Que Pena, na voz de Céu. Balança Pema, em versão menos suingada que a original e a de Marisa Monte, e as do disco Tábua da Esmeralda, Menina Mulher da Pele Preta e Minha Teimosia, foram interpretadas pelo Skank. A cantora paulista retornou e fez leitura própria, com o auxílio dos mineiros, de Os Alquimistas Estão Chegando, Chove Chuva e Xica da Silva.

Eis que chegou o instante de magia máxima. Como no primeiro ensaio com Skank e Céu, Ben Jor, acompanhado de sua Banda do Zé Pretinho – todos de branco, exceto o mestre –, entoou com o seu timbre singular: "Jorge sentou praça, na cavalaria / Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia", versos de Jorge de Capadócia.

Em clima de baile

A banda cresceu, duas baterias, naipe de metais, guitarras, violão, teclados, baixo, percussão. Uma big-big-band. E, principalmente, com mais groove e precisão para os variados ritmos que o cancioneiro de Ben Jor atravessa. Em pouco tempo, a plateia ficou de pé. O baile do alquimista Zé Pretinho estava aberto. No telão, imagens conectadas ao som. Flores, festas do período black rio. O maestro e cantor fazia a regência.

Jorge Ben Jor, equipado pela inseparável guitarra Telecaster, percorreu sucessos, a sua ampla discografia, Samba Esquema Novo, África Brasil, Força Bruta, Tábua, entre outros, e fez citações. Dividiu os vocais com Samuel Rosa em Cadê o Penalty, Umbabarauma, Fio Maravilha e com Céu em Mas Que Nada, W/Brasil e Take It Easy, My Brother Charles. Todos encerraram o belo e inesquecível espetáculo em clima de Carnaval e Taj Mahal.

O show foi realizado em espaço fechado, mas já deu para sentir o impacto que terá em lugares abertos. Dançante, cheia de hits, com imagens de bom gosto, a celebração a Jorge Ben Jor é um acontecimento daqueles que ficam especialmente marcados na memória de quem esteve presente. É necessário que passe por Salvador.

*Repórter viajou a convite da Nivea

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