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"Nó", de Deborah Colker, chega a Salvador

Publicado sábado, 24 de fevereiro de 2007 às 18:14 h | Atualizado em 24/02/2007, 18:14 | Autor: JORNAL A TARDE
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Salvador recebe nos dias 09 e 10 de março, no Teatro Castro Alevs (TCA), o sétimo espetáculo da coreógrafa brasileira Deborah Colker. “Nó”, que estreou mundialmente no Festival de Wolfsburgo, na Alemanha, em 2005, é um espetáculo de 59 minutos que explora um tema instigante: o desejo. Após a capital baiana, o espetáculo percorrerá outras capitais do Nordeste.



Elementos como bailarinos que se prendem e se amaram a mais de cem cordas de diferentes espessuras, movimentos inspirados no trote de um cavalo, corpos entrelaçados, uma bailarina presa pelos cabelos, união e separação são itens de destaque na apresentação. Pela primeira vez, a coreógrafa – que participa do espetáculo – convidou o estilista Alexandre Herchcovitch para vestir os 16 bailarinos com malhas nas cores carne, vermelho e preto.



As cordas e nós que compõem a cenografia falam das amarras afetivas, dos romances, da sensualidade. Deborah levou mais de dois anos para elaborar o espetáculo, cuja co-direção e fotografia são assinadas por Flavio Colker. De novembro de 2002 até hoje, ela fez dez roteiros, intercalando os ensaios com as apresentações da companhia pelo Brasil e pelo exterior.



Uma caixa transparente de 3,1 x 2,5 metros, criação do cenógrafo Gringo Cárdia, aparece no segundo ato substituindo as cordas. Trata-se de uma espécie de aquário gigante, feito de alumínio e policarbonato, onde os bailarinos se enlaçam, se atraem e se opõem, se ligam e desligam. Trata-se de outra metáfora do desejo inspirada no Red Light District (Bairro da Luz Vermelha), em Amsterdã, com suas prostitutas expostas em vitrines. Neste ato, bailarinos equilibram técnica de dança clássica e contemporânea em movimentos diversos, ora delicados, ora brutais.



A ficha técnica de “Nó” traz nomes que acompanham Deborah desde o surgimento do grupo. Jorginho de Carvalho responde pela iluminação, João Elias é o diretor-executivo, a direção musical é de Berna Ceppas, Paulo Severo é o responsável pelo vídeo, Gringos Cardia e Leonardo Eyer cuidam do design gráfico e Celso Kamura assina cabelo e maquiagem. Os ingressos custarão R$50.

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