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“O cordel é pop”, entenda como a literatura se adaptou às redes sociais

Utilização das telas para consumo de cultura está se tornando cada vez mais normal

Alice Paulilo e Gustavo Zambianco
Por Alice Paulilo e Gustavo Zambianco
Bráulio Bessa palestrando no Flipelô
Bráulio Bessa palestrando no Flipelô - Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE

Nos últimos anos, a utilização das telas e das redes sociais vem ganhando uma grande força entre as gerações mais novas, principalmente para o consumo de formas de cultura, como o cordel, por exemplo.

Pensando nisso, o Portal A TARDE falou com o cordelista Bráulio Bessa durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) 2026, que acontece desde a quarta-feira, 5, e segue até o domingo, 9, no Pelourinho, em Salvador, que opinou sobre a utilização das redes sociais como uma forma de promover a cultura do cordel para as novas gerações.

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“Tudo que é inovação tem que ser visto como aliado, além de uma quebra também de paradigma de que o cordel sempre é ultrapassado, rural, mas, quando trazemos para dentro das redes sociais, é para apresentar para a população”, contou o cordelista.

Vale ressaltar que, mesmo as redes podendo ser aliadas para a evidência da cultura do cordel, Bráulio destaca que o papel mais importante segue sendo a educação.

“Eu sou fruto de uma sala de aula, eu sou fruto da educação pública desse país, eu sou fruto da fé do professor no aluno e do aluno no professor. O que as telas mostram são galhos de uma árvore que foi plantada numa sala de aula”, comentou o cordelista ao Portal A TARDE.

Bráulio Bessa palestrando no Flipelô
Bráulio Bessa palestrando no Flipelô - Foto: Alice Paulilo | Ag. A TARDE

Relação do cordel cearense com o cordel baiano

Nascido no Ceará, Bráulio Bessa comparou as formas de produção de cordel na Bahia com as de sua terra natal e comentou sobre como essa união afeta a poesia nordestina.

“É exatamente essa mistura que potencializa e que dá muita força às artes; o Nordeste é um grande celeiro de artistas. Eu acho que é o berço cultural desse país”, iniciou Bráulio.

Somado a isso, o poeta falou sobre a união das formas de poemas nordestinas. “Quando pega esse repente baiano, a literatura de cordel cearense e a gente mistura isso, ganha força e não perde identidade, eu acho que fortalece.”

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cordel Festa Literária Internacional do Pelourinho Flipelô

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