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Prefeitura abre Festival Salvador Capital Afro e anuncia Prodetur 2

Evento vai até sábado com shows, palestras e oficinas no Centro

Publicado quarta-feira, 22 de novembro de 2023 às 12:36 h | Atualizado em 22/11/2023, 12:42 | Autor: Bianca Carneiro e Edvaldo Sales
Prefeito aproveitou para anunciar um conjunto de estímulos e incentivos fiscais para diversos setores da economia
Prefeito aproveitou para anunciar um conjunto de estímulos e incentivos fiscais para diversos setores da economia -

Está aberto o Festival Salvador Capital Afro, que conta com uma programação repleta de painéis, rodadas de negócios, oficinas e showcases, no Quarteirão das Artes, na Barroquinha. O evento, que reúne economia, turismo e cultura, busca celebrar a presença afro na capital baiana, até o encerramento, no sábado 25.

A abertura contou com a presença do prefeito Bruno Reis (União Brasil), da vice Ana Paula Matos (PDT), do secretário de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, e da secretária de Reparação, Ivete Sacramento. A cerimônia foi embalada pelo axé de Marcia Short.

Na ocasião, Bruno aproveitou para anunciar um conjunto de estímulos e incentivos fiscais para diversos setores da economia, entre eles, a renovação do Prodetur, com foco no Salvador Capital Afro. Segundo o gestor, o pacote, que também inclui o Procultura e o Proturismo, vai ser enviado para a Câmara ainda nesta quarta.

A parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai viabilizar 87 milhões de dólares, que serão destinados a ações de fomento à economia criativa, ao afroempreendedorismo e ao afroturismo da cidade.

De acordo com Bruno, a maioria dos beneficiários dos programas da prefeitura são negros. “Sem sombra de dúvidas, 80% dos beneficiários de todas programações são negros. Essa é uma posição estratégica da Prefeitura. O foco da nossa gestão foi empoderar o negro, dando oportunidades, dando renda, e com isso fazendo políticas de reparação e de equidade racial.

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Turismo cultural

Ainda durante a abertura do Festival, foi anunciado que o recurso captado junto ao BID irá ampliar projetos já realizados pela Prefeitura, como o Afroestima, que realiza capacitação e mentoria de empreendedores negros da cidade, e o Afrobiz, que conecta a indústria criativa afro de Salvador com consumidores e investidores.

O próprio movimento Salvador Capital Afro será incluído no Prodetur 2, assim como o Rolês Afro, que desenvolve roteiros turísticos de cultura afro-brasileira na capital baiana. Outros projetos inéditos, para dar conta de demandas desta população, serão inseridos.

De acordo com o prefeito, os incentivos em turismo cultural já refletem na ocupação hoteleira em novembro, que registrou a sua maior média histórica.

“É um mês que se tornou de alta estação, tendo em vista a grande participação e a chegada de visitantes da nossa cidade, do Brasil e do mundo, visitantes que vieram conhecer as nossas potencialidades, mas também vieram se conectar com suas origens, conhecer a capital afro, a capital mais negra fora das Américas. Eles estão estimulando o afroturismo e isso já representa em números, onde o índice de ocupação hoteleira está entre 87 e 93%, portanto, a maior média histórica do mês de novembro da existência da cidade”, explicou.

Música em alta

Nas três primeiras noites do festival, a partir das 17h, o pátio do Espaço Cultural da Barroquinha será palco para as performances musicais de diferentes artistas negros baianos.

Serão dez apresentações de artistas da cena musical preta da cidade, selecionados após a curadoria que analisou as inscrições para as rodadas de negócios do festival. Além do público, que poderá curtir gratuitamente, curadores de festivais, contratantes, representantes de casas de shows e organizações culturais nacionais e internacionais irão prestigiar as apresentações.

A programação é diversa, e terá MPB, samba, jazz e afrobeat, com shows das cantoras e compositoras Jann Souza, Aline Souza e Vanessa Melo e da banda IFÁ, no Pátio da Barroquinha. Na quinta-feira, 23, afrobeats, RAP e dancehall invadem o palco, com Ayana Amorim, Pretos do Bairro e o coletivo Ministereo Público. Na sexta, 24, o pagotrap de Vittor Adél, o pagode da drag queen Nininha e o trap do multiartista Vírus entram em cena para fechar a noite do festival.

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