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AFRO

Projeto Identidades leva oficina de afrofuturismo a Salvador

Encerramento da primeira edição aposta na escrita criativa como ferramenta de identidade e transformação entre jovens

Beatriz Santos

Por Beatriz Santos

06/04/2026 - 19:14 h

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Escritores Anderson Shon e Davi Nunes
Escritores Anderson Shon e Davi Nunes -

No mês dedicado ao livro e à leitura, o Projeto Identidades realiza a última ação da sua primeira edição com uma proposta que une literatura, imaginação e identidade.

Na próxima quinta-feira, 9, a partir das 14h, a iniciativa chega ao Colégio Estadual Ana Cristina Prazeres Mata Pires, no bairro de Coutos, em Salvador, com uma programação voltada ao incentivo à escrita criativa e ao pensamento afrofuturista.

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Literatura como ferramenta de futuro

Com o tema “Afrofuturismo: somos o povo de Kemet, fazemos poesia”, a atividade convida estudantes a explorarem a palavra poética a partir de referências afrocentradas, conectando ancestralidade e futuro.

A proposta parte do afrofuturismo como linguagem estética e política, estimulando jovens a se reconhecerem como protagonistas de suas próprias narrativas por meio da literatura e da criação artística.

A programação inclui roda de conversa e oficina de escrita criativa com os escritores baianos Anderson Shon e Davi Nunes, nomes que atuam na cena literária com produções voltadas à valorização da cultura negra e à formação de leitores.

A atividade contará ainda com a participação do estudante da unidade escolar Uendel Chaves, com mediação de Karla Daniella Brito.

Projeto amplia repertórios culturais em Salvador

Ao longo de sua trajetória, o Projeto Identidades tem desenvolvido ações em escolas públicas e instituições sociais de Salvador, articulando temas como estética negra, memória, pertencimento e autoestima a partir de referências afrocentradas.

A iniciativa já passou por cerca de sete instituições de ensino na capital baiana, promovendo atividades formativas que transitam por diferentes linguagens artísticas do grafite à poesia, da percussão à rima, além de oficinas de turbantes ampliando repertórios e fortalecendo a relação dos participantes com a cultura afro-brasileira.

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