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CULTURA

Queridos Amigos questiona o valor da vida e da amizade

Agencia Estado

Por Agencia Estado

13/02/2008 - 10:57 h

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Léo, personagem de Dan Stulbach na minissérie Queridos Amigos, da Globo, é um homem inquieto. Na vida profissional, aventurou-se pela literatura, pelo cinema e pela publicidade. Na vida pessoal, tem um casamento desfeito, pouco contato com o único filho e amigos perdidos no corre-corre do dia-a-dia. Apenas a proximidade da morte é capaz de frear a impulsividade do personagem. O questionamento sobre o valor da vida e da amizade é o tema da minissérie, que estréia na segunda-feira, dia 18, após o Big Brother Brasil 8.

O texto é uma adaptação para a TV do livro Aos Meus Amigos, de Maria Adelaide Amaral, que também assina a versão para o vídeo. O protagonista foi inspirado no jornalista Décio Bar, amigo da autora que cometeu suicídio em 1991. ?A minissérie foi inspirada no livro, não baseada. Tem personagem que entrou e personagem que saiu. O fascinante é poder reescrever a história. Esse trabalho tem uma carga de afetividade grande. Uma saudade lancinante das pessoas que se foram. E trata de uma parte importante e relevante da minha vida?, conta Maria Adelaide.

A história começa em 1989 e passeia pelos anos 60 e 70 com flashbacks. O cenário é São Paulo. A rotina de Léo começa a mudar quando ele descobre que sofre de esclerose múltipla. Em vez de combater a doença, decide reunir a velha turma e se aproximar do filho. É então que reencontra os melhores amigos do título: Benny (Guilherme Weber), Bia (Denise Fraga), Lena (Débora Bloch), Ivan (Luiz Carlos Vasconcelos), Tito (Matheus Nachtergaele), Vânia (Drica Moraes), Rui (Tarcísio Filho), Lúcia (Malu Galli), Pedro (Bruno Garcia), Raquel (Maria Luísa Mendonça) e Bingo (Joelson Medeiros).

O protagonista comemora a retomada do grupo, mas, com o acontecimento, surgem memórias da época do regime militar e lamentações diante de sonhos não realizados. Ao se deparar com o cenário, o publicitário resolve simular a morte para interferir na vida dos amigos sem que eles percebam. ?A minissérie fala sobre a emoção e o prazer de realizar sonhos e ficar perto de quem se gosta?, fala Stulbach.

Além de Léo, cada integrante da turma tem uma dor. Bia, por exemplo, dedicou-se ao estudo da astrologia para tentar superar o trauma da tortura que sofreu durante a repressão. Tito tenta fechar as cicatrizes da época do exílio. Já Ivan precisa lidar com o declínio profissional. O enredo ainda conta com núcleos que interagem com a trama principal, mas têm vida própria. É o caso de Iraci (Fernanda Montenegro), aposentada, mãe de Bia, que carrega a amargura da tortura sofrida pela filha, mas não se abate. Freqüenta bailes da terceira idade e mantém um romance com Alberto (Juca de Oliveira), um homem casado com quem não quer compromisso sério. As informações são do Jornal da Tarde

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