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CULTURA

Zeca Pagodinho lança 22º álbum Vida da Minha Vida

Agência Estado

Por Agência Estado

20/09/2010 - 9:34 h

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De uns tempos para cá, Zeca Pagodinho vinha escutando a reclamação dos fãs: "Você não grava mais aquelas músicas de dor de cotovelo..." Atento, na hora de selecionar o repertório do novo CD, "Vida da Minha Vida", o 22.º de uma carreira que contabiliza mais de 10 milhões de unidades vendidas, o sambista das multidões resolveu corrigir isso. "Comecei bem romântico, depois fiquei menos", conta Zeca. "E quem nunca passou por uma situação dessa? Eu já passei, e muita mulher já passou por mim também. A música ajuda. O sujeito enche os cornos e bota pra tocar Pela Casa Inteira..."

"Não quero nem pensar/ Ter que voltar pro nosso lar/ É triste olhar o nosso quarto/ E ver que só a solidão existe", diz o samba de Almir Guineto, Magalha e Fred Camacho. É apenas uma das faixas em clima de fossa. Tem ainda "Desacerto" (Toninho Geraes, Fabinho do Terreiro, Randley Carioca), que trata de uma paixão que se vai sem sequer se despedir, e antes, "Hoje Sei Que Te Amo" (Nelson Rufino), sobre aquela sensação de que "foi preciso perder pra saber que te amo".

A mais conhecida das canções no novo CD é "Poxa" (Poxa/ Como foi bacana te encontrar de novo/ Curtindo um samba junto com meu povo...), regravadíssimo sucesso de Gilson de Souza dos anos 70. Zeca prestigiou Souza chamando-o para a gravação. O compositor de Marília se deparou com um estúdio em festa, regada a cerveja e animada pelas tiradas de Zeca e as brincadeiras com os músicos. Quem também apareceu foi Nelson Sargento, que gravou com Zeca "Encanto na Paisagem", conhecida nas rodas de samba.

A faixa "Quem Passa Vai Parar" remete a um Rio do passado - do passado de Zeca. Ele chamou Alcione para entrar no clima de botequim, churrasco, pelada, "um cavaco e um violão na marcação". Realidade que não é mais a do compositor da zona norte, que nasceu em Irajá, criou-se em Del Castilho e hoje mora na Barra da Tijuca. O netinho Noah, de sete meses, filho de sua filha Elisa, é homenageado por Zeca em "Orgulho do Vovô", em que ele pede "ao Criador" que o bebê, "criado ao som de um cavaco", "seja herdeiro de seu amor pelo samba". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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