DIGITAL
Veja as opções para consumir música no espaço virtual

Bastam alguns cliques no computador ou toques na tela de smartphones e, voilà, tem-se ao alcance de fones de ouvidos e caixinhas de som milhões de músicas. Tudo isso graças às plataformas e aplicativos de streaming de áudio, um método de transmissão e recebimento de dados em fluxo contínuo, por meio da internet.
Além de serem práticas e apresentarem catálogo variado, essas ferramentas têm se tornado cada vez mais populares ao oferecer opções gratuitas e preços acessíveis.
No Brasil, a oferta já é feita por mais de uma dezena de plataformas. O que torna o mercado competitivo também pode dificultar a escolha, tendo em vista que as distinções entre os aplicativos são pequenas.
A saída é experimentar serviços gratuitos e ofertas de conta premium para teste para ver o conteúdo e a interface que melhor se adequam ao seu estilo de consumo. Por isso, listamos seis serviços de streaming populares no País, suas principais características e diferenciais.
Personalização de playlists, sugestão de artistas e novidades levando em conta o gosto do freguês, compatilhamento em redes sociais e conteúdo exclusivo como série de entrevistas e apresentações ao vivo são apenas algumas das muitas possibilidades desses sistemas.
A jornalista Pâmela Simplício, 27, conta que costumava usar o YouTube para ouvir música, mas o gigante da Google deixava a desejar no acesso mobile, ao interromper a execução das faixas em diversos momentos, como quando o usuário recebe uma mensagem.
"Assinei a conta premium do Spotify por causa da promoção de R$ 1,99 pelos três primeiros meses. E deu certo porque ele entende bem meu perfil", afirma a jovem, que já não se adaptaria à outra forma de consumo musical, nem mesmo ao acesso gratuito, cheio de publicidade e limites como só permitir que o usuário pule um pequeno número de faixas numa lista.
"Ouço durante a maior parte do dia. À noite ele sugere alguma playlist para dormir e sempre acabo aceitando. Outra coisa interessante é a função corrida, que, no iPhone, permite que o sensor acompanhe o ritmo do exercício e o aplicativo ofereça uma trilha específica para a intensidade que se atinge", completa Pâmela.
Nas nuvens
A facilidade dos serviços de streaming é uma alternativa ao download de música, que demanda espaço físico dos dispositivos e, na maioria das vezes, ainda é uma prática ilegal.
"Meu celular tem pouca memória, mas eu consigo escutar um cantor diferente todos os dias. Seria bastante desgastante se eu tivesse que ficar salvando e deletando músicas sempre", afirma o engenheiro Bruno Permínio, 24, que há um ano costuma usar o serviço sincronizado com o som do carro.
O professor e pesquisador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Cláudio Manoel vê neste aspecto uma lógica que diz respeito não só à música, mas a uma série de serviços.
"Concretamente, existe essa lógica de deslocamento para as nuvens. Esses produtos audiovisuais estão cada vez mais disponibilizados na nuvem (armazenamento virtual) e menos nos hardwares pessoais. A ideia é que o tempo real tire de você o tempo de download", explica o pesquisador de cibercultura e música eletrônica, que também atua como DJ.
Remuneração e download
As plataformas de streaming também têm sido alternativas para músicos iniciantes e consagrados conquistarem seus públicos. A banda baiana Ronco escolheu o SoundCloud para apresentar seu primeiro single, Fêmea Fatal, que também permite o download de faixas.
"O streaming hoje é o futuro do consumo de música. No mundo, é muito maior do que o download e o Brasil vai acompanhar isso. A gente entende que é o melhor caminho. Além disso, tem também a questão do baixo custo de distribuição", defende Thiago Guimarães, vocalista e guitarrista do grupo.
"Para banda que está começando, a remuneração fica em segundo plano. O ponto principal é as pessoas ouvirem a nossa música, entrarem em contato com o som, gostarem ou não", avalia ele.
Já para quem vem do mainstream, como Samuel Rosa, do Skank, questões relacionadas à remuneração e direitos autorais são primordiais no sistema que se popularizou nos últimos cinco anos no País.
"É muito interessante você pensar num álbum, em qualquer lugar que esteja, com um pouquinho de sinal de internet, e ouvir ali de imediato. Agora, existe aí uma lacuna, porque ao criar essas novas plataformas o artista, o autor, é o último a ser avisado e ele fica a ver navios na hora da arrecadação. Com o Procure Saber a gente está começando a se unir mais e reivindicar uma forma de remuneração justa para esse tipo de consumo de música", diz o vocalista.


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