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23/10/2023 às 4:00 - há XX semanas | Autor: Inara Almeida*

FINANÇAS

61% dos brasileiros têm o dinheiro como um tabu

59% das pessoas alegam que não falam sobre o assunto por questões de segurança

Entre o casal Igor e Heliana o dinheiro é discutido com naturalidade desde o princípio; eles prosperaram e, hoje,  têm 2  empresas juntos
Entre o casal Igor e Heliana o dinheiro é discutido com naturalidade desde o princípio; eles prosperaram e, hoje, têm 2 empresas juntos -

Assim como o famoso ditado popular afirma que religião e política não se discutem, entre os brasileiros, o assunto dinheiro também está associado a uma discussão negativa. Uma pesquisa do Banco BV e do Instituto Mindminers aponta que 61% dos mais de dois mil entrevistados atrelam o tema a tabu.

Ainda segundo o levantamento, 59% dos ouvidos não falam sobre o tópico por questões de segurança, enquanto 58% afirmaram que não tocam no assunto para evitar chamar atenção e 41% alegam não saber falar sobre finanças.

A resistência em falar sobre o dinheiro é tão antiga quanto a sua importância na sociedade. De acordo com a planejadora financeira Ana Fonseca, as razões têm raízes em questões culturais e educacionais, principalmente quando se trata da abordagem dentro de casa.

“Discutir dinheiro muitas vezes envolve expor vulnerabilidades, como o medo de encarar a realidade financeira ou de gerar conflitos no relacionamento. Esses medos são os principais motivos pelos quais as pessoas evitam o assunto financeiro”, destaca.

Além disso, segundo Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da empresa especializada em crédito pessoal online Simplic, o receio de julgamentos sociais, o estigma da desigualdade econômica em um país com grande disparidade de rendas e a falta de educação financeira também explicam o porquê falar sobre dinheiro é encarado como tabu.

A estudante Joana Santos, 22, aprendeu tardiamente a lidar com o dinheiro justamente porque, entre os seus familiares, a temática era assunto proibido. Dentro de casa, segundo ela, nunca existiu um diálogo sequer sobre finanças, dívidas e tampouco orientações sobre como gerir o dinheiro.

“Me tornei uma adulta completamente ignorante em relação à educação financeira. Eu e os meus pais nunca conversamos sobre isso, eu nunca sabia como andavam as finanças da família. Se a situação apertava, eu não sabia o porquê e nem discutíamos como contornar a situação”, explica.

Desde que passou a ganhar o próprio dinheiro, no entanto, Joana corre atrás para entender a melhor forma de administrar o seu salário. A estudante também incentiva os pais a fazerem o mesmo. “De alguns anos para cá, começamos a conversar mais sobre isso, é uma troca excelente, aprendemos uns com os outros”.

Apesar do alto índice de resistência quando se trata de discutir finanças, tem existido um movimento de interesse cada vez maior em relação à busca pela saúde financeira. De acordo com a pesquisa do Banco BV e do Mindminers, embora 61% associem o assunto dinheiro a tabu, 58% dos entrevistados afirmaram que gostariam de falar mais sobre o tema.

“Felizmente, hoje vemos um movimento em que as pessoas buscam entender mais sobre o assunto. Aqueles que estão endividados já percebem que a reserva financeira faz falta, já entendem que é preciso repensar o uso do cartão de crédito e que controlar as entradas e saídas de dinheiro é fundamental”, pontua Ana.

Tema em pauta

Entre o casal Igor Almado e Heliana Santiago, a temática dinheiro é discutida com naturalidade desde o princípio. Segundo o advogado, já no início da relação, através de diálogos, ele conseguiu alinhar as expectativas em relação ao dinheiro com a esposa, que é dentista, o que os levou a prosperar e abrirem duas empresas juntos.

“Conseguimos organizar o fluxo, principalmente do trabalho dela. Fizemos uma comunhão total, inclusive da parte financeira. Temos conta conjunta, o que ela ganha, colocamos lá, e o que eu ganho também. Pelo bem comum da família”, afirma Igor.

Para Thaíne Clemente, estabelecer um cenário de confiança na família é o primeiro passo para introduzir o assunto dinheiro de forma saudável. Discutir informações salariais e como os rendimentos familiares são utilizados para cobrir despesas comuns é um passo fundamental.

Aliado a isso, estabelecer metas e poupar dinheiro em conjunto facilita a discussão sobre dinheiro dentro de casa, além de torná-la mais agradável e produtiva. “Definir metas financeiras em conjunto com a família pode ser inspirador. Incentive todos os membros a economizar para alcançar seus sonhos e objetivos financeiros. Isso promoverá a colaboração e manterá todos focados nas prioridades financeiras”, aconselha.

Segundo Ana, para desconstruir a imagem negativa relacionada ao dinheiro, é importante sempre colocá-lo em pauta nas discussões. “À medida que as conversas se tornam mais frequentes, o tabu em torno do dinheiro diminui, e a compreensão mútua e a gestão financeira da família melhoram. Isso não apenas fortalece os laços familiares, mas também ajuda todos a crescerem juntos, aprendendo lições valiosas sobre o dinheiro e suas relações com ele", enfatiza.

*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

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