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"A bandeira tarifária é uma forma suave de controlar a energia do Brasil", diz presidente da ABESCO

Jeferson Jesus*

Por Jeferson Jesus*

26/01/2021 - 8:46 h | Atualizada em 26/01/2021 - 10:07

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Janeiro foi iniciado com a cobrança da bandeira amarela | Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
Janeiro foi iniciado com a cobrança da bandeira amarela | Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE -

Em estimativas realizadas para o início de 2021, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), prevê condições mais favoráveis dos reservatórios de água do país para a produção de energia elétrica.

Para falar sobre o asssunto, e outros temas, como a cobranças através das bandeiras tarifárias, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), Frederico Rocha de Araújo, foi o entrevistado do programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM, na manhã desta terça-feira, 26.

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De acordo com o gestor da companhia, é necessário entender como funciona o esquema de cobranças das bandeiras tarifárias do território brasileiro. Exemplificando o serviço, o presidente da associação, contou sobre os impactos e a influência do clima e o tempo no sistema de energia do país.

"Nós sempre devemos pensar nas bandeiras tarifarias de acordo com o nível das chuvas no Brasil. Então, em períodos que chovem muito, nós podemos ter uma bandeira verde ou amarela. Tivemos longos períodos de seca no país, principalmente nas regiões, que tem os reservatórios que geram energia elétrica para as hidrelétricas. Portanto, o governo inseriu esse serviço para regular o fluxo", explica.

Avaliando o projeto como um processo benéfico a todas camadas da sociedade, o diretor defende o sistema de sinalização composto por bandeiras com as cores verde (condições favoráveis de geração de energia), amarela (condições de geração menos favoráveis), vermelha (condições mais custosas de geração).

"Há tempos atrás, o governo chegou a implantar multas para quem ultrapassasse o limite de consumo no país. Acredito que a bandeira tarifaria é uma forma suave de controlar a energia do Brasil. É um processo que atinge, desde aquelas pessoas mais simples, que contam com a tarifa social e os descontos, por ser de baixa renda, até a grandes consumidores, donos de empresas, são impactados de forma bem razoável nos valores", disse.

Iniciando o ano com uma bandeira amarela, com possui um custo de menos de R$ 1,50 (KwH) Quilowatt-hora, por mês, para Araújo, um dos principais objetivos do sistema é criar uma espécie de conscientização sobre o uso correto da energia elétrica, sem restrições de níveis sociais.

"Quando falamos em conservação de energia, não estamos pensando só em projetos de engenharia complexos, com troca de grandes equipamentos. Ela começa em todos os níveis, desde uma residência, até uma grande empresa, no processo de conscientização das pessoas. Temos um foco muito grande em trabalhar a educação da eficiência energética, ou seja, principalmente mudar essa cultura ou hábitos de consumo", garante.

Horário de Verão

Questionado sobre a suspensão do horário de verão, prática adotada entre as estações da primavera e verão, que consistia em adiantar os relógios em uma hora nos locais com mais incidência solar, o dirigente garantiu que o fim da atividade não acarretou grandes problemas.

"Alguns estudos realizados por especialistas, chegaram ao veredito que a mudança do horário de verão não causa impactos na eficiência energética ou no consumo de energia elétrica. Mas percebemos que aquelas regiões do Brasil, que são geralmente muito quentes, e possuem uma iluminação natural muito tardia, e amanhece mais cedo, acabam consumindo um pouco menos de energia", afirma.

Matrizes do Brasil

Por fim, Araújo garantiu que a matriz energética do Brasil é uma das mais limpas do mundo. E ressaltou a evolução de outras opções em diferentes regiões do país. "A maior parcela de condição energia elétrica no país, é de condição hidrelétrica, proveniente dos reservatórios de água. Na sequência, temos outras matrizes, que estão crescendo, como a energia eolica, dos ventos, com vários postos no Nordeste, e também a energia Solar", finaliza.

*Sob supervisão da editora Keyla Pereira

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