ECONOMIA
A difícil relação comercial entre Brasil e Japão

Por Agencia Estado
País que já foi o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos, o Japão recebe hoje menos de 3% das exportações brasileiras. De um dos maiores investidores estrangeiros no País até o início dos anos 80, hoje o Japão é responsável por apenas 4% do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País - foram apenas US$ 647,5 milhões em 2006.
"A relação Brasil-Japão jamais se recuperou da crise da dívida externa nos anos 80?, explica o diretor de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, que participa do Simpósio Econômico Brasil-Japão, a ser realizado na quarta-feira (dia 16), em São Paulo, numa parceria entre o Estado e o Nihon Keizai Shinbum, do Grupo Nikkei.
O Japão foi grande investidor no Brasil na década de 70 e no início dos anos 80. O investimento japonês foi fundamental para a criação da siderúrgica Usiminas, das empresas de alumínio Alunor e Albras, da Cenibra (Celulose Nipo-Brasileira), e para a exploração de minério de ferro pela Companhia Vale do Rio Doce na Serra de Carajás. Também houve investimento em hidrelétricas e ferrovias.
Mas a crise da dívida externa na América Latina, na década de 80, provocou uma ruptura nas relações com o Japão, que foi afetado diretamente pela moratória declarada pelo Brasil. "Houve uma quebra de confiança, e os investimentos caíram muito?, ressalta o diretor da Fiesp. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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