ECONOMIA
Aeroclube vive incerteza
A suspensão do repasse de R$ 10 milhões, que já haviam sido liberados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e que seriam aplicados na construção do Aeroclube Shopping & Oficce – antigo Aeroclube Plaza Show – não é o maior problema a ser enfrentado por administradores do empreendimento ou pelos poucos lojistas ainda instalados no local. Segundo a superintendente do shopping, Daniela Baruch, a maior preocupação agora é atender às exigências do Ministério Público Federal (MPF) no que diz respeito ao licenciamento ambiental, etapa conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
O MPF, que não costuma se envolver em situações deste tipo, atuará em parceria com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na vistoria do local afetado pela obra. As datas das visitas ainda não foram definidas. Os empreendimentos localizados em área tombada pelo Iphan, dentre eles o Aeroclube, serão avaliados um a um, segundo o superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto. Se o levantamento detectar alguma irregularidade, o empreendimento terá que ser readequado. Daniela diz que toda a documentação exigida pelo MPF está sendo catalogada e que a administração do Aeroclube também está adiantando entendimentos junto ao Ibama.
Mas os lojistas, que têm pressa numa solução para o impasse, estão apreensivos. Alguns comerciantes não sabem se terão fôlego para aguardar até que todas as pendências acumuladas pelo empreendimento, incluindo as ações movidas pelos lojistas contra o Consórcio Parques Urbanos – grupo encarregado da administração do Aeroclube Plaza – sejam resolvidas na Justiça Federal e estadual.
Das 140 lojas do projeto inicial, inaugurado há quase dez anos, apenas 15 estão em funcionamento, sendo que todos os estabelecimentos restantes amargam prejuízos decorrentes do sumiço do público consumidor e a conseqüente queda de faturamento. Com a decadência do empreendimento, muitos comerciantes dispensaram seus empregados e passaram a tocar seus negócios sem ajuda.
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