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ECONOMIA

AIE reduz previsão de consumo de petróleo em 2006

Agencia Estado

Por Agencia Estado

10/11/2006 - 7:43 h

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A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de aumento do consumo mundial de petróleo em 2006 de 1,2% para 1,1%, mas manteve sua estimativa para o próximo ano em 1,7%. Com isso, o consumo global da commodity em 2006 deverá atingir uma média diária de 84,5 milhões de barris, passando a 85,9 milhões de barris/dia em 2007.

A produção mundial de petróleo cresceu em 100 mil barris diários em outubro passado, atingindo 85,3 milhões de barris/dia. Um aumento na produção dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) compensou uma queda de quase 300 mil barris diários na oferta dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Em seu relatório mensal sobre o petróleo, divulgado hoje, a agência explica que a pequena redução na estimativa de alta do consumo deste ano reflete uma demanda menor do que a esperada na China e outros países asiáticos durante o terceiro trimestre. Mas observou que ?o crescimento inferior na China possivelmente reflete mais mudanças nos níveis de estoques do que uma tendência de redução na demanda?. Segundo a AIE, temperaturas mais baixas na Europa e no Estados Unidos poderão estimular a demanda, após outubro ter registrado temperaturas acima da média nessas regiões.

A AIE acredita que mesmo que a economia dos Estados Unidos se desacelere, o atual ritmo de consumo mundial de petróleo deverá ser mantido, por duas razões. ?De um lado, o crescimento chinês alimentado pelo investimento deve continuar, especialmente diante das consideráveis necessidades de infra-estrutura para os jogos Olímpicos de 2008; e o crescente comércio dentro da Ásia e entre ela e a Europa resultou de certa maneira num grau de descolamento econômico dos Estados Unidos."

Preço

A agência afirmou que a queda de mais de 20% dos preços do petróleo de seus picos atingidos em agosto ressuscitou o debate sobre a magnitude do impacto dos fundamentos do mercado e os capitais especulativos direcionados para a commodity. ?Enquanto alguns analistas responsabilizam a especulação como responsável pelo forte queda nos preços, indicadores sinalizam para causas fundamentais, particularmente do relaxamento da relação entre oferta e demanda da gasolina, a alta dos estoques, clima ameno e menos preocupações sobre mudanças nas especificações dos produtos?, disse.

Segundo a agência, apesar da queda nos preços, dados preliminares sugerem que os fluxos de capitais em fundos expostos ao petróleo na verdade cresceram nos últimos três meses. ?Se isso for mesmo verdade, então por si só representa um argumento contra a tese de que os fluxos especulativos estão distorcendo o mercado petrolífero?, disse. Na avaliação da agência, esse debate ainda é inconclusivo e necessita de mais dados para ser avaliado com maior precisão.

Brasil

A AIE reduziu sua previsão para a produção de petróleo do Brasil entre 50 mil e 100 mil barris diários no período entre o quarto trimestre de 2006 e o final de 2007. A revisão, segundo a entidade, foi causada por dados de produção mais fracos do que o esperado registrados em setembro derivados das informações preliminares da Petrobras.

A AIE observou que as metas de produção da estatal brasileira para o final de 2006 e 2007 foram revisadas para baixo, 1,88 milhão e 1,98 milhão de barris diários por dia, respectivamente. "A Petrobras é responsável por 97% da produção de petróleo do Brasil, que apesar desses ajustes, deve crescer em 185 mil barris por dia em 2007", disse.

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