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ECONOMIA

Almunia: UE não requer ativismo em política econômica

Agencia Estado

Por Agencia Estado

12/04/2008 - 17:23 h

A União Européia está em posição relativamente favorável para absorver os efeitos do tremor financeiro, com fundamentos fortes e sem importantes desequilíbrios macroeconômicos, dando indicações de que não há necessidade para "ativismo nas políticas da UE". Foi o que disse hoje o comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquin Almunia, no Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) do Fundo Monetário Internacional, em Washington. No entanto, o comissário advertiu para riscos de apreciação excessiva do câmbio na região, em discurso no Encontro de Primavera do FMI.

Os comentários de Almunia ocorrem poucos dias depois das avaliações do FMI, no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO), de que o Banco Central Europeu (BCE) poderia implementar alguma flexibilização na política monetária. Mesmo com a inflação em níveis elevados, há indicações de que o número vá ficar abaixo de 2% em 2009, mencionou o FMI no relatório divulgado dia 9.

Na avaliação do comissário da UE, os efeitos do tremor no sistema financeiro são evidentes na região, mas "têm ficado confinados, principalmente, ao setor financeiro". "Apesar da desaceleração esperada no crescimento, a economia da UE está em posição relativamente favorável para absorver os efeitos do tremor financeiro, tendo fortes fundamentos e sem desequilíbrios macroeconômicos significativos. A partir destas bases, não há necessidade para maior ativismo na política da UE, onde a abordagem mais apropriada é manter um comprometimento firme para políticas fiscal e monetária, orientadas para estabilidade e reformas estruturais que fortaleçam o crescimento", afirmou Almunias.

Almunia acrescentou que o recente movimento do câmbio "é uma questão para preocupação". A elevação da volatilidade no mercado de câmbio, que tem acompanhado o tremor financeiro, indica "risco de uma elevação excessiva do câmbio", completou. O comissário reconhece que a crise atual está "complicando a condução da política monetária", e diz que a trajetória futura dos juros na região irá depender das negociações salariais e das expectativas de inflação.

A região, de acordo com o comissário, está adotando ações de natureza regulatória e não-regulatória com objetivo de melhorar a transparência nos mercados, melhorar os padrões de estabelecimento de preços de ativos e fortalecimento da estrutura de prevenção de riscos.

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