Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

ECONOMIA

Anatel propõe mudança contratual sobre internet rápida

Agencia Estado

Por Agencia Estado

20/01/2009 - 13:32 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu propor às concessionárias de telefonia fixa um novo aditivo aos contratos de concessão para deixar claro que a infraestrutura de internet rápida via banda larga é um bem que tem que retornar à União no fim da concessão, em 2025. A decisão foi tomada hoje em reunião entre representantes da agência e das empresas.

O conselheiro da Anatel Antônio Bedran, que participou da reunião de hoje, disse que a agência deu 48 horas para que as concessionárias decidam sobre o assunto, já que, para ter validade, o contrato tem que ter a concordância das duas partes. Segundo ele, uma nova reunião foi marcada para quinta-feira.

A polêmica surgiu em novembro do ano passado, quando a Justiça Federal concedeu liminar à Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, suspendendo a troca das metas de universalização das concessionárias de telefonia pela criação de uma infraestrutura nacional de banda larga.

Essa mudança foi feita em abril do ano passado por meio de um aditivo ao contrato de concessão. É com base nessa rede de banda larga que o governo e as concessionárias assinaram, também em abril, um acordo para levar internet em alta velocidade a 55 mil escolas públicas urbanas até fim de 2010.

A advogada da Pro Teste Flávia Lefévre argumentou, na época, que a troca de metas permitiu que as empresas investissem recursos da universalização em benefício privado, já que o aditivo não garantia a volta das redes de banda larga à União. O governo e a Anatel recorreram, sem sucesso, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ªregião, em Brasília, para tentar cassar a liminar. O TRF, no entanto, manteve a decisão de primeira instância por entender que é fundamental garantir a reversibilidade da infraestrutura à União.

A exigência da reversibilidade constava da proposta de aditivo contratual que foi colocada em consulta pública pela Anatel, mas foi retirada do texto definitivo. A Anatel entendia que a reversibilidade estava implícita. Mas esta decisão foi malvista por setores do governo e por órgãos de defesa do consumidor porque atendia aos interesses das empresas, que são contra a devolução das redes.

Bedran disse que como o assunto já foi discutido com a sociedade, não é necessário uma nova consulta pública. A expectativa dele é de resolver o problema ainda nesta semana, com a assinatura dos novos aditivos contratuais. "Com isso, penso que cai a liminar", afirmou. Segundo o conselheiro, o objetivo da Anatel é que o programa de banda larga possa seguir adiante.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Deyvid Bacelar analisa impacto da guerra nos preços dos combustíveis na Bahia

Play

Da fazenda à xícara, Igaraçu revela segredo por trás dos cafés especiais

Play

SuperBahia tem expectativa de movimentar R$ 650 milhões

Play

Mineração: Bahia sediará evento histórico que contará com pregão da Bolsa de Toronto

x