ECONOMIA
Anfavea: Sem investimento, competitividade no etanol cai

Por Agencia Estado
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogélio Goldfarb, disse hoje que o Brasil precisa investir em pesquisa e tecnologia na área do etanol para não perder a competitividade. Segundo ele, outros países estão fazendo investimentos pesados nessa área, e a vantagem brasileira pode não se perpetuar se não houver investimentos em pesquisa e tecnologia. Goldfarb comentou que, só nos Estados Unidos, o orçamento para 2008 em pesquisa sobre etanol é de US$ 700 milhões. Goldfarb esteve hoje com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.
O presidente da Anfavea contou que a reunião serviu para que pudesse ter uma visão de governo sobre o assunto e para tratar da visita que será feita amanhã ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para tratar com o governo brasileiro da formação de um acordo na produção de etanol. "Essa é uma oportunidade de ouro para o Brasil. Essa visita serve como um catalisador, como um holofote para o mundo e para nós", afirmou Goldfarb. Por isso, segundo ele, é preciso que o Brasil tenha uma visão clara da sua política para o etanol.
Goldfarb disse que o País precisa aumentar a produção, já que, em 2013, os carros flex fuel representarão 50% do total da frota nacional. Segundo ele, o carro flex foi a âncora do processo de crescimento não só do plantio da cana, mas também da produção do álcool. "O setor deu uma contribuição grande para o crescimento do PIB, não só porque o setor cresceu, mas porque o segmento de máquinas agrícolas, num momento de crise, vendeu muito para o setor de cana", disse Goldfarb.
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