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ECONOMIA

Apenas 4% dos produtores rurais usam a internet como ferramenta

Rita Conrado l A TARDE

Por Rita Conrado l A TARDE

07/02/2010 - 18:31 h | Atualizada em 22/01/2021 - 0:00

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Ferramenta de importância crucial para a potencialização de lucros também no agronegócio, a internet ainda não faz parte do cotidiano da maioria dos produtores rurais do Estado da Bahia. O dado, não-oficial, mas fruto da avaliação de entidades e lideranças ligadas ao setor, acompanha estudo da empresa Safras&Mercado, que, em nível nacional, revelou que, no campo, a internet é utilizada apenas por cerca de 4% dos produtores.

Isso, contudo, ainda levando-se em consideração as análises feitas por representantes do agronegócio na Bahia, não contradiz dado que, esta semana, foi divulgado pelo Instituto Kleffmann Brasil, que revelam o aumento de 63% no acesso à internet entre os produtores rurais nos últimos quatro anos.

“Apesar de ter crescido muito o número de produtores que passaram a utilizar a internet nas suas atividades, é muito maior a quantidade daqueles que ainda não têm acesso a esta ferramenta”, avaliou Walter Horita, presidente da Associação dos Produtores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade que reúne 1.200 associados na região de Barreiras, no oeste do Estado.

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Para Horita, a rede de comunicação está disseminada entre grandes e médios produtores, mas ainda não é acessada pelos pequenos agricultores, que representam, segundo dados da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia, cerca de 70% dos produtores baianos.

“Sem bases fixas ou escritórios, como acontecem com os que exploram a agricultura de subsistência, fica difícil o acesso à internet”, assinala Horita, que ressalta, ainda, como obstáculo ao acesso à nova ferramenta , a baixa escolaridade. “Há uma grande tendência de crescimento e é cada vez mais evidente a desvantagem de quem não usa a internet nos seus negócios, mas ainda há muito a crescer”, assinalou.

A desvantagem à qual se refere o presidente da Aiba é reconhecida pela totalidade dos os dirigentes de associações e lideranças no meio rural.

“O acompanhamento de preços, das condições climáticas, a ampliação das possibilidades de comercialização é possível com o uso da internet. Quem não tem, fica para trás”, ressalta do presidente da Federação dos produtores de Mel do Estado da Bahia, Pedro Constam, que identifica, no dia a dia, as perdas sentidas pelo produtor.

“Isolado no campo, não são raros os produtores que, sem noção de preços atualizados do produto, são explorados pelos intermediários, de quem geralmente dependem”, diz Constam.

Consultoria - Atualmente, os produtores que já reconhecem a importância do uso da internet para desenvolver seus negócios são seduzidos por empresas que prestam consultorias para o agronegócio. Representando a Safras&Mercado, o diretor de operações Carlos Macchi revela o crescimento da busca por esses serviços. “Os produtores querem informações confiáveis e rápidas de pessoal especializado”, assinalou Macchi.

Essas empresas permitem ao produtor conhecer, em tempo real, preços, cotações das bolsas, condições climáticas, possibilidade de ganhos ou perdas, dentre outras informações fundamentais para o bom andamento dos negócios.

Sites que podem ajudar o produtor rural da Bahia:

Federação da Agricultura da Bahia (Faeb) - www.faeb.org.br
Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) - www.aiba.org.br
Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) - www.abapa.org.br
Mercado do Cacau - www.mercadodocacau.com.br
Associação Baiana dos Produtores de Café (Abacafé) - www.abacafé.org.br

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta segunda-feira, 8, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

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