ECONOMIA
Argentina terá vantagem com crescimento brasileiro, diz Furlan

Por Agência Estado
O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Furlan, declarou que com 5% de crescimento (da economia), o Brasil será um aspirador de bens do Mercosul. Em declarações ao jornal Clarín, Furlan disse que esse aspirador criará uma oportunidade fantástica para a Argentina, "que tem uma taxa de câmbio favorável em relação ao Brasil. Se o Brasil crescer, o Mercosul irá muito bem, disse.
Entre segunda (9) e terça-feira (10), Furlan se reunirá com a ministra da Economia da Argentina, Felisa Miceli, e o braço-direito do presidente Néstor Kirchner, o poderoso Julio De Vido, ministro do Planejamento Federal, além de encontros com as lideranças da União Industrial Argentina (UIA), o Conselho de Empresários da América Latina (CEAL), os diretores da principal empresa de cimento da Argentina, a Loma Negra, recentemente adquirida pela brasileira Camargo Correa, além dos representantes do setor automotivo dos dois países.
O ministro ressaltou que as empresas brasileiras começam a ver as assimetrias entre os dois países e percebem que é economicamente muito lucrativo produzir na Argentina para vender no Brasil. Uma empresa com a opção de fazer um novo investimento em qualquer dos países tem que levar em conta esse fato. Inclusive, também custos de insumos que entram na produção. Hoje, o Brasil tem tarifas mais caras que a Argentina, além de uma carga tributária muito superior.
Furlan rebateu comentários de certas áreas empresariais argentinas que temem que o próximo governo implemente uma desvalorização do real, fato que complicaria a competitividade das exportações da Argentina para o Brasil. Segundo Furlan, "não existe essa possibilidade. O ministro também destacou que o Mercosul é uma política de Estado no Brasil: "o Mercosul é um projeto estratégico que já passou por cinco presidentes brasileiros.
Do lado argentino, passaram muitos mais. E o projeto continua de vento em popa. Em declarações ao jornal La Nación, Furlan disse que os mercados aqui e no exterior estão mostrando tranqüilidade em relação às eleições. Seja qual for o resultado, e nossa expectativa é que obviamente o presidente Lula consiga outro mandato, as iniciativas formam parte de um projeto maior, que inclui o setor privado como protagonista. Não há expectativas de que possa haver uma mudança de direção.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes



