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ECONOMIA

Argentina trabalha para evitar apagão

Agencia Estado

Por Agencia Estado

10/10/2006 - 8:57 h

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"Crise energética? Não! Isso não existe!" Essa frase ou expressões similares foram usadas intensamente nas últimas semanas por integrantes do governo Néstor Kirchner para desmentir que a Argentina está mergulhando na pior crise energética desde 1989. No entanto, paradoxalmente, o governo está tomando uma série de medidas, como se a crise já estivesse em andamento.

Na Casa Rosada, o palácio presidencial, a preocupação é que o déficit energético não comece a ser freqüente nas manchetes dos jornais e, muito menos, que ocorram apagões no verão, o que irritaria os consumidores argentinos e reduziria a popularidade de Kirchner. O presidente tentará evitar os apagões a todo custo, pois ambiciona reeleger-se em 2007.

Mas, diante da queda nas reservas de gás (em 2004 elas estavam 35% abaixo do nível de 2000), do estancamento da oferta de energia hidrelétrica e do aumento da demanda por parte de indústrias e consumidores residenciais, especialistas advertem que o governo precisaria de "poderes mágicos" para evitar uma crise, ao que tudo indica, inevitável. A dúvida é quando ocorrerá o colapso. Alguns especialistas consideram que será entre 2008 e 2010. Parte não descarta que a crise ficará "obscenamente explícita" em 2007.

Analistas afirmam que o governo tenta esconder os problemas debaixo do tapete e para isso utiliza o confortável superávit fiscal. Dessa forma, importa óleo diesel e subsidia o gás usado nos ônibus urbanos. A ordem do governo é que o consumidor não perceba que há uma crise a ponto de explodir. Em segundo lugar na lista de prioridades estão as empresas.

A estratégia, a curto prazo, é "remendar buracos" e atrasar o máximo possível o impacto social. Para evitar o racionamento aos consumidores residenciais, o governo fez cortes seletivos em 30 grandes indústrias, ordenou a importação de energia elétrica (do Brasil), reduziu as exportações de energia ao Uruguai, que está com as hidrelétricas paralisadas por causa da seca, além de diminuir as vendas de gás para o Chile - enfurecida, a oposição chilena acusa a presidente Michelle Bachelet de "fraca".

O governo também determinou que este ano as empresas que ultrapassarem o consumo registrado em 2005 deverão conseguir energia extra por contra própria no mercado. As ameaças de apagões e racionamento causaram um crescimento na importação de geradores de energia de 93% entre 2004 e 2005 e de 11% em 2006.

Kirchner mantém o congelamento das tarifas da produção, transmissão e distribuição de gás e eletricidade para consumidores residenciais. Só permitiu aumentar o preço dos combustíveis líquidos, mas de forma restrita.

Para a indústria e o comércio não houve congelamento. Desde 2002 a média da tarifa para grandes consumidores de alta tensão triplicou. Para os de média tensão, duplicou. E aumentou em 60% para os de baixa tensão. As tarifas de gás para as empresas cresceram em média 106% desde 2002.

Analistas alertam que, por um lado, o congelamento de preços permitiu a recuperação do consumo e, conseqüentemente, proporcionou o crescimento do Produto Interno Bruno (PIB). Mas, por outro, na hora em que os preços forem descongelados, o consumo dos argentinos pode despencar, levando a um esfriamento do aumento do PIB. Além disso, o congelamento de preços congelou os investimentos do setor energético.

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