ECONOMIA
Bahia busca conquistar status de zona livre de aftosa sem vacinação


Há 22 anos sem casos de febre aftosa, a Bahia está caminhando para alcançar em 2021 o status de zona livre da aftosa sem vacinação. No entanto, para isso, é preciso dar continuidade às vacinações, principalmente nos bovinos e bubalinos mais novos. A segunda etapa da campanha de 2019, destinada aos animais de zero a 24 meses, começou nesta segunda-feira, 4, e vai até dia 30 de novembro.
"Tornar a Bahia uma zona livre de aftosa sem vacinação vai impactar bastante a pecuária baiana, e o objetivo é ter esse status em breve, mas, ainda assim, os produtores precisam dar atenção às campanhas até que isso aconteça. Um pequeno sinal da doença pode trancar toda a economia agropecuária do estado", explica Maurício Barcelar, diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
Responsável por levar a campanha de vacinação aos produtores dos 417 municípios do estado, a Adab estima que nessa etapa 3,5 milhões das 10 milhões cabeças de gado da Bahia sejam vacinadas.
Depois da vacinação, os produtores têm até o dia 15 de dezembro para declarar esses animais – vacinados ou não – no escritório da Adab ou no site da autarquia, sob pena de multa, que pode chegar a R$ 53 por cada animal sem vacinação.
Criadores
"Essa vacina possui um grau de importância máximo. Todo agronegócio depende do atestado de livre aftosa e de vacinação. É uma doença que se espalha rápido, e barrando exportação desde os grãos aos animais", explica Mário Mascarenhas, presidente da Associação dos Criadores Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste).
Cada dose da vacina custa em média R$ 4, com o preço variando de acordo com a loja, laboratório, quantidade e condições de pagamento. É preciso estar atento também à higiene do local onde o procedimento é realizado, assim como adquirir as vacinas em lugares credenciados à Adab.
Além, é claro, de limpar corretamente as seringas, substituir a agulha a cada dez vacinas e outros cuidados. Este ano a dose mudou de 5 ml para 2 ml, mas o diretor da Adab afirma que a quantidade não possui qualquer influência no nível de imunidade dos animais.
Imunidade
"É apenas a ciência avançando. Com essa dose menor a imunidade e a eficiência da vacina continuam as mesmas, o que diminui é a reação adversa dos animais. Diminuindo principalmente os abcessos que nascem na parte do corpo deles onde levam a vacina", explica Maurício.
Esses abcessos não contaminam a carne, mas ainda assim precisam ser descartados, o que gera significativa perda para aos produtores, que precisam jogar aquele pedaço de carne no lixo.
Vacinas
Mário Mascarenhas ainda alerta sobre a importância de ficar atento não apenas a essa campanha, mas também a outras diversas vacinas que esses animais precisam tomar todos os anos.
"Esse é um trabalho que deve ser feito em conjunto com as entidades competentes, e precisamos fazer nossa parte como produtores, colaborando uns com os outros e sempre alertando do perigo que a falta dessas vacinas traz para os animais, as pessoas e para a própria economia do estado", explica Mário.
*Sob a supervisão da editora Cassandra Barteló