POSTOS DE TRABALHO
Bahia gera quase 7 mil empregos com carteira assinada em fevereiro
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.346,97

A Bahia registrou 6.890 mil postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro, o que apresenta o crescimento de 0,31% no estoque de empregos formais. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira, 31.
Na região Nordeste, o estado teve um dos melhores desempenhos, ajudando a região a alcançar 11.629 mil vagas durante o período. O desempenho segue a tendência nacional de expansão do mercado de trabalho.
De acorodo com o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o resultado reafirma a trajetória de recuperação e fortalecimento da economia baiana.
“Esse resultado é fruto de uma combinação de fatores, como o crescimento de setores estratégicos, os investimentos públicos e privados e as políticas do Governo do Estado voltadas para a qualificação profissional e a intermediação de mão de obra”, destacou.
Além disso, o titular da pasta ressaltou o papel das políticas públicas na dinamização do mercado de trabalho.
“Temos trabalhado para aproximar trabalhadores e empregadores, fortalecer iniciativas como o SineBahia e ampliar programas de qualificação, garantindo que a população esteja preparada para as novas demandas do mundo do trabalho”, completou.
Cenário nacional: 255 mil empregos gerados
No Brasil, o saldo foi de 255.321 mil novos postos de trabalho, com crescimento disseminado entre todos os grandes setores econômicos, com destaque para o setor de serviços, responsável pela maior geração de vagas.
Durante o mês houve:
- 2.381.767 admissões
- 2.126.446 desligamentos
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Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho destacou que costuma haver variação no saldo positivo do Caged entre os meses de fevereiro e março. Além disso, ele ressaltou a importância de observar o cenário econômico.
“Temos uma guerra em curso, que cria transtornos para o mundo inteiro, e também um contexto de juros. Essa combinação pode dificultar investimentos e impactar a velocidade de geração de empregos e o ritmo da economia”, afirmou.
Os maiores destaques foram São Paulo (95.896), Rio Grande do Sul (24.392) e Minas Gerais (22.874). Por outro lado, três estados registraram saldo negativo: Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Entre os grupos populacionais, o saldo foi positivo tanto para mulheres (+155.064) quanto para homens (+100.257). Os jovens de até 24 anos concentraram a maior parte das vagas, com 163.056 novos postos, o equivalente a 63,9% do total gerado no mês.
Desempenho por setor
Os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no mês, com destaque para o setor de Serviços, responsável pela geração de 177.953 vagas. Também tiveram desempenho positivo a Indústria (+32.027), a Construção (+31.099), a Agropecuária (+8.123) e o Comércio (+6.127).
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo resultado positivo em fevereiro, com destaque para as área de:
- Educação (+49.013);
- Atividades administrativas e serviços complementares (+37.972);
- Transporte e armazenagem (+17.886);
- Alojamento e alimentação (+16.920).
Na Indústria, a criação de vagas foi impulsionada por segmentos como abate e fabricação de produtos de carne, processamento industrial do fumo e fabricação de calçados. Já na Construção, os maiores avanços ocorreram em obras de edifícios e infraestrutura.
Salário médio
O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, com queda de 2,3% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2025, no entanto, houve aumento de 2,75%, indicando ganho real ao longo do ano.
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