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ECONOMIA

BC mantém cenário sem reajuste da gasolina neste ano

Agencia Estado

Por Agencia Estado

27/04/2006 - 10:43 h

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O Banco Central reconhece na ata do Comitê de Política Monetária divulgada hoje que em razão da alta do preço do petróleo no mercado internacional, a manutenção do preço da gasolina no mercado doméstico brasileiro é agora "menos plausível". Os membros do Copom alertam que os recentes aumentos do preço do petróleo para níveis recordes é a principal preocupação em relação ao ambiente internacional e que tem impacto na economia brasileira, independentemente do que acontecer com o preço da gasolina.

"Deve-se reconhecer que a elevação dos preços internacionais do petróleo se transmite de qualquer forma à economia doméstica, em parte, através de cadeias produtivas como petroquímica, e também pela deterioração que termina produzindo nas expectativas de inflação dos agentes econômicos", adverte a ata.

Na avaliação dos integrantes do Copom, o recrudescimento com as últimas altas reforça temores de que esses preços possam atingir picos mais elevados do que se pensava até há pouco tempo como o cenário mais provável. Outro alerta é de que essas máximas possam se sustentar por mais tempo em um nível acima do que vinha sendo antecipado.

Apesar desse quadro, o Copom decidiu manter em seu cenário básico a hipótese de que não haverá reajuste nos preços domésticos dos combustíveis em 2006. "Esse cenário tem sido mantido por encontrar suporte em avaliações que sublinham o papel de elementos especulativos nas oscilações recentes de preços, que poderiam retroceder em breve, mesmo com a importância crescente de focos chave de tensão política", argumentam os membros do Copom na ata.

Álcool

O preço do álcool combustível apresentou alta de 27,56% no primeiro trimestre do ano e respondeu por 0,32 ponto porcentual da inflação de 1,44% do mesmo período de tempo, segundo a ata do Copom. Somente no mês de março, o álcool combustível experimentou uma elevação de seus preços de 12,85%. "É plausível supor, entretanto, que esse movimento se reverta, ainda que parcialmente, nos próximos meses", diz o texto da ata da reunião em que o Copom cortou os juros de 16,50% para 15,75% ao ano.

Inflação

O Copom espera que a inflação medida pelo IPCA apresente nova queda em abril. A redução dos preços refletirá um "esgotamento" dos fatores pontuais que provocaram uma aceleração do IPCA no primeiro trimestre do ano.

A queda sazonal dos preços dos alimentos, segundo o documento do Copom, também contribuirá para a acomodação da inflação. "De maneira geral, delineia-se para 2006 um cenário mais benigno para a inflação do que o verificado no ano anterior, com perspectivas favoráveis para o cumprimento da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)", diz o texto da ata.

A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2006 caiu. "De acordo com o cenário de referência, que considera ao longo do horizonte relevante a manutenção da taxa Selic em 16,50% e da taxa de câmbio em R$ 2,15, a projeção de inflação para 2006 diminuiu em relação ao valor estimado na reunião de março", afirma a ata.

Já a projeção de inflação, feita com base nas trajetórias de taxas de juros e de câmbio estimadas pelo setor privado, apresentou "ligeiro recuo" quando comparada ao valor de março e agora está em torno da meta de 4,50%.

Para 2007, a projeção do BC no cenário de referência apresentou "ligeira" elevação, mas permanece abaixo da meta de 4,50%. No cenário de mercado para a inflação de 2007, a projeção permaneceu praticamente estável, mas acima da meta.

O Copom avaliou em sua reunião da semana passada que o comportamento da inflação no atacado poderá continuar contribuindo favoravelmente para uma acomodação dos preços ao consumidor neste ano. Apesar disso, os integrantes do Copom procuraram ressaltar na ata divulgada hoje pelo Banco Central (BC) que aumentou a probabilidade de ocorrer "alguma reversão" dos preços no atacado na margem em função da alta dos preços das commodities nos mercados internacionais.

"A intensidade de tais efeito

acordo com dados já divulgados pelo IBGE.

Para o Copom, a recuperação da produção industrial vista nos últimos meses já era esperada em função dos efeitos do processo de queda dos juros iniciado em setembro do ano passado e da diminuição dos estoques ocorrida na segunda metade de 2005. "Nesse contexto, a perspectiva para 2006 é de que a produção industrial cresça a taxas mais elevadas do que em 2005, quando aumentou 2,7%", diz a ata.

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