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Brasil sai de cúpula do Brics sem acordo para trocar imagens de satélite

Felipe Frazão e Célia Froufe, enviados especiais | Estadão Conteúdo

Por Felipe Frazão e Célia Froufe, enviados especiais | Estadão Conteúdo

27/07/2018 - 13:56 h | Atualizada em 19/11/2021 - 9:05

O governo brasileiro não conseguiu costurar um acordo com os demais países do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) para franquear acesso a imagens captadas por satélites nos respectivos territórios. A iniciativa de chegar a um memorando de entendimentos era da China, mas tinha apoio e seria vantajosa para o Brasil, conforme o Itamaraty.

Atualmente, o Brasil tem de comprar as fotografias de seu interesse, embora libere acesso às imagens de seu novo satélite, o CBERS-4, lançado em parceria com a China no ano passado. O memorando estabeleceria as bases para o intercâmbio das imagens sem custo. As fotos trocadas respeitariam cláusulas de confidencialidade de cada país. A Agência Espacial Brasileira participava das conversas.

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A expectativa da diplomacia era que o memorando em "cooperação sobre constelação de satélites sensoriais remotos" fosse uma das principais conquistas brasileiras, se tivesse aprovação dos cinco países. Ele poderia entrar em vigor rapidamente, porque independe de aprovação congressual.

Questionado sobre os motivos que travaram a assinatura do documento durante a 10ª Cúpula dos Brics na África do Sul, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, desconversou: "Os acordos que nós queríamos assinar nos assinamos".

O Brasil assinou um acordo com o Novo Banco do Desenvolvimento para instalação de uma sucursal em São Paulo, com uma representação em Brasília. Também chegou a um memorando de entendimentos técnico sobre cooperação em aviação regional interna de cada país. A Embraer poderá ser beneficiada na prospecção de mercados e troca de informações operacionais.

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