ECONOMIA
Brasileiros podem usar o Pix em outros países; saiba como
Tecnologia brasileira ganha pontes para lojas fora do Brasil

O meio de pagamento mais utilizado nos últimos anos, de acordo com o Banco Central (BC), o Pix rapidamente se tornou popular rapidamente entre a população, vem ultrapassando rapidamente as fronteiras brasileiras.
Conforme o BC, os brasileiros já podem fazer uso do Pix em diversos países como Chile, Argentina, Estados Unidos, Portugal, França e Paraguai, famoso destino de compras.
Nestes casos, o comércio ou o prestador de serviço localizado no exterior recebe os pagamentos via Pix por meio de um facilitador de pagamento internacional.
Como funciona o processo
O cliente faz a transferência pelo Pix por meio de sua conta do Brasil para o facilitador, que então, de forma instantânea, realiza o repasse internacional para o estabelecimento.
Exemplo de facilitadores
Um desses facilitadores é a plataforma Glin, cujo CEO Pedro Souza é brasileiro.
"Hoje, os sistemas de pagamento nacionais ainda não são conectados globalmente, ou seja, o Pix funciona apenas no Brasil e não conversa diretamente com sistemas de outros países. O que empresas como a Glin fazem é viabilizar essa ponte. Na prática, a empresa estrangeira gera uma cobrança para o cliente brasileiro, que paga via Pix. A Glin captura esse pagamento no Brasil, realiza a conversão cambial e remete o valor para o exterior", exemplifica Pedro Souza, CEO da Glin.
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Pontos positivos do processo
Seguindo o ponto de vista do usuário, o principal ponto desse processo é a simplicidade, visto que, com o pix sendo utilizado no exterior, o cliente não precisa recorrer aos cartões internacionais ou lidar com etapas adicionais.
Outra vantagem do movimento é que esta opção tende a ser mais eficiente por reduzir intermediários e evitar algumas taxas de pagamento internacionais.
A agilidade também deve ser destacada, pois, seguindo o modelo do Pix, os processos são instantâneos.
Desafios para tornar o Pix global
Por mais que o Pix seja uma tecnologia revolucionária, ainda existem desafios para a regulamentação e de compliance que precisam ser superados para que o Pix começe a operar globalmente de forma consistente.
Cada país possui suas regras monetárias, o que torna mais complexa a integração do sistema em outros países.
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