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ECONOMIA

Celso Amorim diz que Brasil quer ser "o parceiro número um de Cuba"

EFE

Por EFE

07/06/2008 - 12:24 h

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O Brasil se apresentou como candidato a ser o principal parceiro de Cuba, em uma aposta de conteúdo político e refletida na abertura de créditos às exportações, mas que desperta dúvidas para dimensioná-la em termos reais, segundo diplomatas e empresários. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, foi claro ao dizer na semana passada durante uma visita de dois dias a Havana que o Brasil, "nesse momento novo" vivido pela ilha, "não quer ser parceiro número dois ou número três, mas o parceiro número um de Cuba".

O vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, respondeu que, diante do "desafio de o Brasil ser o parceiro número um", os cubanos são "favoravelmente dispostos a esse objetivo". Empresários, diplomatas e analistas consultados pela Agência Efe em Havana concordam que um acordo entre Brasil e Cuba favorece as duas partes, mas discordam ao prever um cenário que não acabe em um novo fiasco comercial e ao calcular a importância de uma relação comercial apoiada em crédito público.

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Também destacam como avais para o negócio o processo político aberto em janeiro, em Havana, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o capital derivado do setor turístico cubano e a posição geopolítica da ilha. "Se alguém pode ajudar Cuba, o Brasil está no topo da lista", disse um analista.

Um diplomata europeu disse à Efe que esta "é uma aposta política pessoal do presidente Lula e isso atrai empresas com grande capital estatal, como a Petrobras". No entanto, acrescentou que "não se vê uma oportunidade de negócios além da ligada ao crédito oficial".

No político, um analista disse que é "indubitável" que o Governo brasileiro possui uma "mentalidade expansionista" e que Cuba desempenha um papel fora do âmbito sul-americano. A aposta brasileira permite a Cuba continuar sua diversificação de sócios para romper a excessiva dependência comercial da Venezuela, com trocas comerciais de mais de US$ 7 bilhões.

Para outro analista, a busca de novos parceiros é uma prioridade a médio prazo, porque o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "sairá do poder em algum momento", mas descartou que o Brasil possa desbancar a Venezuela.

"Não por enquanto, pois não há nenhuma necessidade e porque, enquanto a Venezuela continuar enviando petróleo na quantidade e condições que faz, continuará sendo o principal parceiro", acrescentou.

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