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Cesta básica cai em Salvador enquanto sobe em 17 capitais do país

Queda foi de 0,80% em relação ao mês de maio, segundo dados da SEI

Isabela Cardoso
Por
Feijão subiu quase 8% na cesta básica
Feijão subiu quase 8% na cesta básica - Foto: Alessandra Lori/ Ag. A TARDE

A cesta básica de Salvador ficou mais barata em junho de 2026. Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o conjunto de alimentos passou a custar R$ 651,78, o que representa uma queda de 0,80% em relação a maio.

O levantamento foi realizado com 3.397 cotações de preços em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana, incluindo supermercados, açougues, padarias e feiras livres.

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O que puxou a queda em Salvador

Dos 25 produtos que compõem a cesta básica da cidade, 13 tiveram redução de preço. As maiores quedas foram registradas em:

  • Linguiça calabresa: -7,96%
  • Maçã: -7,57%
  • Cebola: -5,05%
  • Queijo muçarela: -4,77%
  • Pão francês: -4,25%
  • Tomate: -4,23%
  • Banana-prata: -4,19%
  • Farinha de mandioca: -4,09%
  • Carne de segunda: -3,34%
  • Açúcar cristal: -2,03%
  • Arroz: -1,98%
  • Café moído: -1,50%
  • Carne de primeira: -0,86%
  • Feijão subiu quase 8%

Apesar da queda no valor total da cesta, 12 produtos ficaram mais caros. Os principais aumentos foram:

  • Flocão de milho: 15,64%
  • Cenoura: 8,38%
  • Feijão: 7,72%
  • Queijo prato: 6,98%
  • Carne de sertão: 6,57%
  • Batata inglesa: 6,49%

Também houve alta no óleo de soja, ovos, leite, frango, manteiga e macarrão.

Almoço e café da manhã ficaram mais baratos

O subconjunto de produtos associados ao almoço do soteropolitano, formado po feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou queda de 0,53% em junho e representou 38,58% do valor total da cesta.

Já os itens ligados ao café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, tiveram redução de 1,19% e responderam por 31,81% do custo da cesta.

Quanto do salário vai para a alimentação

Segundo a SEI, um trabalhador em Salvador precisou dedicar 95 horas e 37 minutos de trabalho para comprar uma cesta básica em junho.

Isso significa que o conjunto de alimentos comprometeu 43,47% da renda mínima constitucional, considerando um salário mínimo líquido de R$ 1.499,43 após o desconto previdenciário.

Cenário nacional

No Brasil, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais em junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.

As maiores altas ocorreram em:

  • Boa Vista: 3,28%
  • Palmas: 3,01%
  • Rio Branco: 2,20%
  • Porto Alegre: 2,18%

As maiores reduções foram registradas em:

  • João Pessoa: -3,97%
  • Recife: -3,62%
  • Maceió: -3,61%

Alta acumulada no ano

Mesmo com a queda observada em Salvador no mês de junho, o cenário nacional segue de pressão sobre os alimentos. De acordo com o Dieese, todas as capitais brasileiras acumularam alta no preço da cesta básica no primeiro semestre de 2026, com variações entre 4,02% em São Luís e 21,48% em Fortaleza.

Para os consumidores baianos, a redução mensal representa um alívio pontual, mas o comportamento do feijão e de outros itens essenciais continua sendo um dos principais fatores de atenção para o orçamento doméstico.

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