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Clinton aponta preocupação com desigualdade nos EUA

Publicado sexta-feira, 02 de maio de 2008 às 20:52 h | Atualizado em 02/05/2008, 20:52 | Autor: Agencia Estado
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O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou hoje que a eleição norte-americana acontece em um "momento de enorme ansiedade econômica" e afirma que mesmo que o país não esteja em recessão, os americanos estão. Em Nova York, ele apontou a crescente desigualdade de renda nos EUA e disse que os norte-americanos querem parceria econômica com a América Latina no futuro. Para uma platéia de maioria brasileira, Clinton começou seu discurso apontando para o processo eleitoral norte-americano e elevou o tom ao fazer o paralelo de que, no passado, a América Latina se preocupou com a desigualdade de renda e, agora, este processo é crescente nos EUA.

"Nos EUA, nos últimos sete anos, tivemos o maior aumento em desigualdade de renda dos últimos 70 anos", afirmou no evento parte do Fórum de Desenvolvimento, organizado pelo Conselho das Américas e pela Associação das Nações Unidas-Brasil (Anubra). O marido da pré-candidata democrata Hillary Clinton lembrou que, durante seu governo, o americano de renda média, que desfrutava de US$ 75 mil por ano, amarga atualmente queda na renda familiar muito superior a mil dólares ante o nível citado. "Mesmo que, tecnicamente, a América não esteja em recessão, os americanos estão em recessão", criticou. O ex-presidente ainda citou a escalada dos preços de energia e disse que os custos de saúde dobraram no país.

No entanto, para Bill Clinton, os norte-americanos ainda têm uma atitude "muito positiva" em relação à América Latina. "Eles querem parceria (econômica) no futuro", acredita. Segundo o democrata, o avanço do protecionismo no país "é conseqüência direta do declínio das forças econômicas (nos EUA)". Para ele, o que tem de ser feito tanto na América Latina quanto nos EUA é restaurar o sentimento de prosperidade. "Persistentes desigualdades no mundo são vistas não apenas como diferença entre nações ricas e pobres, mas também como (diferença) dentro de nossos países".

Clinton afirmou que "pessoalmente é recompensador ver tanto crescimento econômico na América Latina, puxado pelo Brasil, pelo México, e ver a Argentina fazer sua retomada. Trabalhei muito duro quando era presidente e para estabelecer parceria econômica com a América Latina, então fico muito feliz sobre isto". Ele acredita que a única forma de promover prosperidade econômica para mais pessoas e desfrutá-la no longo prazo é tendo compromisso de "salvar o planeta e os recursos naturais".

Para ele, esta percepção foi o que causou a chamada virada para a esquerda na América Latina. "Então, agora, quem vencer eleições na América Latina, à parte desta plataforma nacionalista, tem de pensar como pode promover justiça social, ética ambiental e ainda manter crescimento econômico sustentado", disse para a platéia, que também contava com uma dezena de governadores brasileiros. "Tantos governadores (aqui). Eu já tive este emprego antes e foi o melhor emprego que já tive", brincou.

Clima

Seguindo com a artilharia pré-campanha, o ex-presidente democrata afirmou sobre o tema mudança de clima que "não importa quem seja eleito nos EUA. Todos (o candidato republicano John McCain e os dois pré-candidatos do Partido Democrata, Hillary Clinton e Barack Obama) seriam melhores do que do que o governo atual nesta questão. "Os democratas, acredito, são melhores do que o senador McCain, mas ele tem sido um líder no Partido Republicano com relação a isto (clima)". Clinton ainda cita que sua esposa tem se dedicado em mostrar aos céticos as mudanças climáticas e, com maioria democrata no Senado dos EUA, diz ele, pode fazer algo sobre o tema.

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