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Correção na Bolsa não se alongará, diz megainvestidor

Agencia Estado
Por Agencia Estado

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O megainvestidor em mercados emergentes e diretor-executivo da Franklin Templeton, Mark Mobius, previu hoje que a correção de preços verificada nos últimos dias na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), por conta da queda dos mercados asiáticos, não deve se prolongar.

Para ele, o movimento de baixa das bolsas foi natural, mas não encontra sustentação quando olhados os fundamentos das empresas, mais especificamente as brasileiras. "Uma correção mais profunda e longa só ocorreria no caso de uma recessão na China ou nos Estados Unidos", disse ele, que participou nesta terça-feira da inauguração da operação da Franklin Templeton Investment no mercado local.

Segundo Mobius, a América Latina continua apresentando grandes oportunidades nos seus mercados acionários. "Desde dezembro de 2005, a América Latina tem sido a região que mostra a melhor performance (nos mercados acionários) no mundo", afirmou.

No caso do Brasil, para ele, ainda existem boas oportunidades, principalmente nos setores de matérias-primas e bancos. "Os bancos refletem a economia real, então nós temos um pé na exportação e outro no mercado doméstico", disse, sugerindo, entretanto, cautela com os IPOs brasileiros.

De acordo com Mobius, alguns dos lançamentos recentes de ações no mercado local foram sobrevalorizados, o que leva, inclusive, ao risco de uma possível bolha na Bovespa. "É preciso ser muito cuidadoso com esses IPOs, que podem levar a uma bolha. Muitos deles saíram com os valores acima dos ativos."

Embora tenha o risco de uma bolha no mercado local, Mobius disse ter participado de alguns IPOs (oferta pública inicial de ações) recentes, como da Localiza. "Participamos de alguns, mas com muito cuidado para não sermos levados pela excitação."

O diretor da Franklin Templeton Investment ainda lembrou o caso da China, onde a excitação com as aberturas de capital contribuiu, inclusive, para a correção vista agora naquele mercado. "Na China as pessoas foram à loucura com os bancos que hoje estão perdendo cinco a seis vezes o valor que tinham", concluiu.

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