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Criação de búfalos na Bahia cresce mais que a de bovinos

Thais Rocha I A TARDE
Por Thais Rocha I A TARDE

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Animais resistentes, dóceis e produtivos, os búfalos despontam como nova vocação da pecuária baiana. São 30 mil cabeças no Estado, segundo dados oficiais. Mas, de acordo com os criadores, este número pode ser muito maior, já que a atividade vem apresentando crescimento médio ao ano 10% maior que o da pecuária bovina.

As principais regiões produtoras da Bahia são o Recôncavo, sul e extremo sul. A produção de leite para a fabricação de laticínios é a principal atividade nestas fazendas, mas os búfalos também permitem a produção de carne, couro e são utilizados em atividades de tração animal.

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Maior produtor de bubalinos do Estado, Urbano Souza Filho, conta que é na produção de leite que consegue os maiores lucros. “O manejo é mais simples que o de bovinos, a produtividade e o rendimento na fabricação de laticínios são maiores, além do produto ter maior valor agregado em comparação a laticínios tradicionais”, comenta.

Apesar disso, seu pai foi um dos pioneiros na produção de leite de búfala. Antes, a maioria das fazendas mantinha búfalos apenas para a produção de carne. “Principalmente no Recôncavo, onde a umidade é muito grande, os búfalos se adaptam melhor”, argumenta Urbano. Isso porque estes animais são bem mais resistentes a pragas como carrapatos ou doenças de casco.

Sua propriedade, em São Sebastião do Passé, é considerada uma fazenda modelo. Lá, são produzidos, em média, 2,2 mil litros de leite por dia, com picos de 3 mil litros/dia. “Antigamente, os búfalos eram criados soltos e sem cuidados específicos, mas quando colocados nas mesmas condições dos bovinos, sua produtividade é muito maior”, explica o veterinário, Márcio Reis, consultor da fazenda.

Produtividade - Mestre em saúde animal, Reis é responsável pelo Programa de Inseminação Artifical por Tempo Fixo (IATF). Através dele, garantiu a quebra da sazonalidade na produção de leite e a manutenção de 70% a 80% do rebanho em fase de lactação durante todo o ano. “O que era considerado um desafio, hoje é uma realidade”.

A quebra na produção era causada por uma sazonalidade no cio das fêmeas. Com isso, a queda média era de 45% entre os meses de setembro a janeiro, quando a demanda pelos laticínios é maior. “Utilizamos a injeção de hormônios associada à inseminação artificial”, explica Reis.

Para 2010, ele conta que fará os primeiros testes de transferência de embriões na Bahia. “Esta técnica não trouxe bons resultados em outras regiões, mas como tivemos ótimos resultados com a inseminação artificial, vamos fazer os primeiros testes”, disse.

Qualidade - O melhoramento genético do rebanho baiano teve início há 30 anos. O administrador de uma das fazendas e antigo funcionário da família Souza, Pedro Martins, conta que no início, eles abatiam as fêmeas que menos produziam e reproduziam apenas aquelas cuja produção era maior.

Hoje, toda a produção é medida mês a mês e a qualidade do rebanho está entre as três melhores do País, o que garantiu aos produtores baianos a entrada no mercado internacional como fornecedores de animais. No ano de 2008, foram enviados lotes para a Venezuela e em 2009 para as Filipinas. “Novas encomendas já foram feitas pelos dois países para 2010”, adianta Urbano Souza Filho.

A unidade de pesquisa da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário (EBDA), em Aramari, também trabalha no melhoramento genético e de técnicas de manejo de búfalos. “Trabalhamos com venda de matrizes e de técnicas adequadas de manejo, alimentação e ordenha”, afirma o coordenador do programa de bubalinocultura, Antônio Vicente da Silva Dias.

Serviço

Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário promove leilões anuais

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