"Discutir PPI da Petrobrás é oportunismo de Bolsonaro", diz FUP

Federação Única dos Petroleiros diz que PPI só atende a "interesses do mercado"

Publicado quarta-feira, 27 de julho de 2022 às 12:01 h | Atualizado em 27/07/2022, 12:06 | Autor: Da Redação
Pareamento ao preço internacional torna o custo dos derivados de petróleo mais volátil, o que resulta em reajustes frequentes
Pareamento ao preço internacional torna o custo dos derivados de petróleo mais volátil, o que resulta em reajustes frequentes -

Desde quando foi adotada pela Petrobras, em outubro de 2016, a política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço dos derivados de petróleo nas refinarias ao comportamento do preço do produto em dólares no mercado internacional, desagrada a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

De acordo com o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar, a preocupação de Bolsonaro com a alta dos preços dos combustíveis, é mais um "oportunismo eleitoreiro" já que o presidente da República só se mostrou "preocupado"  com as altas dos preços dos combustíveis praticadas ao longo do governo na véspera do pleito.

"Há anos a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para o absurdo dessa prática. Bolsonaro, em três anos e seis meses de governo, não fez nada para mudar o PPI, que só atende a interesses do mercado", diz o comunicado.

A FUP, se baseando nos cálculos do Dieese/FUP, ressalta ainda que, no atual governo até o momento, a gasolina na refinaria aumentou 155,8% e o diesel 203,6%, com impacto sobre a inflação de itens básicos como  alimentos e transportes, e que o salário mínimo teve elevação de 21,8% no período, reforçando o empobrecimento da população brasileira”.

O pareamento ao preço internacional torna o custo dos derivados de petróleo mais volátil, o que resulta em reajustes frequentes.

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