Dólar cai para R$ 5,25 e fecha no menor valor em quase um mês

Bolsa recupera os 101 mil pontos e atinge maior nível desde junho

Publicado quarta-feira, 27 de julho de 2022 às 20:52 h | Atualizado em 27/07/2022, 20:52 | Autor: Agência Brasil
A cotação está no menor nível desde 30 de junho
A cotação está no menor nível desde 30 de junho -

A decisão do Banco Central norte-americano de elevar os juros dentro do previsto trouxe alívio ao mercado financeiro global. O dólar caiu para menos de R$ 5,30 e fechou na menor cotação em quase um mês. A bolsa de valores recuperou os 101 mil pontos e atingiu o maior nível em 40 dias.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira, 27, vendido a R$ 5,251, com recuo de R$ 0,098 (-1,83%). A cotação abriu perto da estabilidade, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos e despencou a partir das 15h, após o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) anunciar o aumento dos juros básicos nos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual.

A cotação está no menor nível desde 30 de junho. Com a queda de hoje, a moeda norte-americana passou a acumular alta de apenas 0,03% em julho. Em 2022, a divisa cai 5,83%. O euro comercial, que chegou a R$ 5,61 na última sexta-feira, 22, encerrou esta quarta vendido a R$ 5,359, com queda de 1,03%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 101.438 pontos, com alta de 1,67% e no maior nível desde 15 de junho. Além da alta das bolsas norte-americanas, o indicador foi influenciado pela divulgação de balanços de empresas brasileiras, que apontam manutenção de lucros ou lucros maiores que o previsto.

Após semanas de expectativa, o Fed elevou os juros básicos nos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual, para uma faixa entre 2,25% e 2,5% ao ano. Apesar da alta significativa, o mercado financeiro global recebeu a notícia com alívio, porque parte dos investidores tinha receio de que o Fed elevasse os juros em 1 ponto percentual para segurar a inflação norte-americana, que está no maior nível em 41 anos. Juros mais altos em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

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