Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

ECONOMIA

Empresas investem em parcerias com times de futebol

Marina Gazzoni | Estadão Conteúdo

Por Marina Gazzoni | Estadão Conteúdo

26/09/2014 - 9:42 h | Atualizada em 19/11/2021 - 6:29

Os times de futebol são os novos aliados das empresas no processo de fidelização de clientes. A Multiplus, rede de fidelização controlada pela TAM e que tem 470 empresas participantes, acaba de fechar contratos com Flamengo e Corinthians. Com isso, a empresa passa a ter nove clubes na sua lista de parceiros. Já a Ambev criou no ano passado uma rede de fidelização ancorada pelos sócios-torcedores dos times, que oferece descontos em cerca de 600 produtos de 14 empresas, como Unilever, Shell e Netshoes.

A adição dos times de futebol na sua base de parceiros faz parte de uma estratégia da Multiplus de ampliar a oferta de resgate de prêmios para os seus 13 milhões de usuários cadastrados. Hoje, cerca de 90% dos clientes da Multiplus trocam seus pontos por passagens aéreas da TAM ou das companhias aéreas estrangeiras parceiras do Multiplus.

Tudo sobre Economia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

O problema é que, muitas vezes, esses clientes ficam frustrados por não conseguir trocar seus pontos por passagens aéreas. Isso ocorre especialmente em época de férias ou feriados, quando a demanda pela conversão de milhas pode superar a oferta das empresas aéreas.

"Queremos dar mais alternativas de resgate de prêmios que tenham valor para o cliente. Muitos dos clientes da Multiplus são apaixonados por futebol e podemos dar a eles a opção de trocar seus pontos pela anuidade do plano de sócio-torcedor ou por experiências que sequer estão à venda", disse o presidente da Multiplus, Roberto Medeiros.

Com os times, a Multiplus quer reforçar uma linha de prêmios chamada "resgates incríveis", que oferece experiências exclusivas, como aula de culinária com chefs famosos, em troca de pontos. Segundo Medeiros, a parceria com os times permitirá trocas como passeio no centro de treinamento dos clubes e bate-papo com jogadores ou venda de camisas autografadas.

O pacote de sócio-torcedor é vendido pelos clubes. A Multiplus é o primeiro canal externo de venda de pacote de sócio-torcedor do Corinthians, diz o gerente de marketing do time, Alexandre Ferreira. Para ele, a associação com a Multiplus é uma oportunidade para ampliar o número de sócios-torcedores e, consequentemente, reforçar a receita do time.

Cada vez que o cliente converte pontos por prêmios, a Multiplus paga o parceiro - neste caso, o time. O Corinthians tem 60 mil torcedores associados, de uma torcida estimada pelo Ibope em 33 milhões. Os pacotes de sócio-torcedor respondem por algo entre 10% e 20% da receita do time.

Por trás das parcerias de empresas com times está a tentativa das marcas de fazer com que o cliente - neste caso, o torcedor do time parceiro - compre o seu produto e não o do concorrente.

Desde que foi criado pela Ambev, em 2013, o Movimento por um Futebol Melhor somou R$ 40 milhões em descontos no preço de itens como cerveja Brahma, desodorante Dove ou iogurte Activia concedidos em 2,7 mil pontos de venda, como supermercados Extra, Carrefour e postos Shell, aos sócios-torcedores dos times brasileiros.

"É uma nova relação das empresas com o futebol brasileiro. Isso fortalece os clubes e torna tangível o investimento das marcas no esporte", explica o gerente de marketing esportivo da Ambev, Rafael Pulcinelli.

Hoje, a rede possui 757 mil clientes associados, que são sócios-torcedores de 54 clubes. Há um ano, o Movimento Por Um Futebol Melhor tinha 15 clubes parceiros e 158 mil sócios.

O desafio dos times é converter sua base de torcedores em sócios.

O Flamengo estima ter 40 milhões de torcedores no País inteiro, mas apenas 57 mil sócios. Mesmo assim, o programa já traz uma receita relevante para o time: dos cerca de R$ 350 milhões que o Flamengo deve faturar neste ano, R$ 33 milhões devem vir das anuidades de sócios torcedores.

"É uma receita relevante, maior do que uma cota de patrocínio master", diz o gerente de marketing do Flamengo, Bruno Spindel. Se conseguisse converter 4% de sua base de torcedores em sócios (índice do time português Benfica, considerado referência neste programa), o Flamengo teria 1,3 milhão de sócios e receita de R$ 470 milhões com o programa, segundo um estudo feito pelo Lance e pelo Ibope.

A parceria com as empresas é uma aliada nessa conversão. "Temos muitos torcedores fora do Rio e precisamos oferecer benefícios a eles também", disse Spindel. Por meio das parcerias com as empresas, o sócio do Flamengo pode, por exemplo, ter desconto na compra cerveja no dia do jogo no supermercado da sua cidade.

No Brasil, o melhor índice de conversão é o do Internacional, que tem 2,2% dos torcedores como sócios. Se os 12 maiores times brasileiros conseguissem repetir o indicador do Benfica, poderiam ter uma receita anual de R$ 1,8 bilhão com seus sócios torcedores. Para as empresas, seriam 5 milhões de clientes cativos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Da fazenda à xícara, Igaraçu revela segredo por trás dos cafés especiais

Play

SuperBahia tem expectativa de movimentar R$ 650 milhões

Play

Mineração: Bahia sediará evento histórico que contará com pregão da Bolsa de Toronto

Play

Megan, a "filha digital" da Bahia que revoluciona a segurança com IA

x