ECONOMIA
FMI mostra PIB brasileiro atrás do Caribe e América Central
Apesar da constatação do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que o ano de 2006 foi um de forte performance econômica para a América Latina e para a região do Caribe, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2007, projetado em 4,4%, deve ficar abaixo da projeção do Fundo para a região do Caribe, para a região da América Central e também para a região da América do Sul. De acordo com os números contidos no relatório divulgado hoje, o Brasil só alcança o crescimento do Caribe em 2008, quando é previsto que a região irá desacelerar para 4,2%.
Segundo o FMI, o Brasil fechará o ano em 4,4% e irá desacelerar para 4,2% em 2008. Em comparação, o relatório do FMI para a região da América Latina e Caribe indica que a América Central crescerá a uma taxa de 5% em 2007 e de 4,6% em 2008. Para a região do Caribe, o Fundo estima crescimento de 5,4% em 2007 e 4,2% em 2008, neste caso igualando-se ao Brasil no próximo ano. A América do Sul deve crescer 5,3% em 2007 e 4,5% em 2008. Para a região da América Latina e Caribe, o fundo prevê crescimento de 4,9% em 2007 (5,5% em 2006) e 4,25% em 2008.
Sobre a revisão metodológica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no cálculo do PIB, o FMI afirma que, embora pareça uma revisão ampla do PIB, não é discrepante em comparação às amplas mudanças metodológicas em outros países. "Os dados revisados incorporam refinamentos significativos na metodologia com o uso de pesquisas setoriais e dados de arrecadação de imposto de renda das corporações para medir a atividade econômica de forma mais precisa", cita o FMI.
No Brasil, a entrada de fluxo de capital de curto prazo buscando benefício com diferencial de taxa de juros tem assumido crescente importância, destaca o FMI. De acordo com o Fundo, modelos empíricos sugerem que em grande parte dos países da região, as taxas reais de câmbio estão amplamente em linha com os fundamentos econômicos.
Sobre a inflação, o relatório indica que ela deve ficar contida na região (América Latina e Caribe) como um todo neste ano, a uma taxa de 5,5%. "O pequeno aumento projetado reflete aumentos de preços modestamente mais altos no Brasil, onde a inflação deverá avançar em direção ao ponto médio da meta de inflação do Banco Central." Para o Brasil, a projeção é de taxa em 3,9% em 2007 e 4,3% em 2008, ambas acima dos 3,1% de 2006.
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