ECONOMIA
FMI: tese de descolamento dos emergentes é enganadora

Por Agencia Estado
A tese de descolamento (dos países emergentes, ante a crise financeira internacional) é enganadora, na avaliação do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Em entrevista na sede do Fundo, em Washington, o executivo afirmou hoje que não há uma separação dos emergentes em relação à economia global, mas sim uma defasagem na transmissão da crise.
Ele reiterou a visão de crescimento e resistência das economias emergentes, mas enfatizou que estas economias não estão imunes à crise atual e citou que persistem riscos à economia global. O diretor-gerente do Fundo exemplificou que o crescimento das economias da China e da Índia estão cerca de 1% abaixo do nível em que estariam sem a ocorrência da crise de crédito, originada nos financiamentos imobiliários de alto risco de inadimplência (subprime) nos Estados Unidos.
Ontem, no relatório Perspectiva Econômica Mundial, o FMI rebaixou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China para 9,3% em 2008, ante a expansão de 11,4% em 2007. Para a Índia, o crescimento projetado é 7,9% este ano, em comparação com 9,2% registrado em 2007.
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