Georreferenciamento de propriedades pode ajudar a Bahia a se tornar Zona Livre da Aftosa

Publicado quinta-feira, 09 de setembro de 2021 às 11:52 h | Atualizado em 09/09/2021, 12:13 | Autor: Da Redação

Buscando se tornar Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, a Defesa Agropecuária do Estado alerta aos produtores baianos sobre a importância da realização do cadastro de geolocalização de propriedades rurais. A medida, adotada pelo Ministério da Agricultura e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), tem o objetivo de suspender a obrigatoriedade da vacina contra a doença no território baiano.

Responsável por movimentar parte significativa da economia baiana, a mobilização reduziria ainda os custo da produção agropecuária e possibilitaria uma base de sustentação a um serviço de defesa sanitária mais ágil e eficiente. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), 48,7% do total de 377.864 propriedades em todo o Estado já estão geolocalizadas em seu sistema e a meta do órgão é geolocalizar 100% delas até dezembro deste ano.

“Precisamos assegurar a sanidade do rebanho baiano e a qualidade das lavouras, abrangendo fazendas de pequeno, médio e grande porte do Estado”, destacou o diretor geral da ADAB, Oziel Oliveira.

A geolocalização é vista como uma ferramenta de vigilância fundamental para as atividades do segmento e atende as exigências dos mercados que buscam cada vez mais rastreabilidade e segurança.

“A geolocalização é item essencial para a Bahia avançar como zona livre sem vacinação, e isso representa um duplo benefício para o produtor: financeiro, pois vai baratear os custos de produção e segurança do patrimônio. Este último, por sua vez, também acaba impactando positivamente na parte comercial, já que nossa produção será oriunda de zona livre, agregando mais valor”, afirmou Oliveira.

Responsável por esse trabalho, o médico veterinário e fiscal estadual agropecuário, Antonio Maia destacou o papel fundamental dos criadores para que os objetivos da campanha sejam alcançados.

“Usamos banco de dados de instituições parceiras para identificar e cadastrar propriedades, além de montar uma força tarefa com fiscais e técnicos em campo para a atividade, mas entendemos que será necessária a participação direta dos produtores para que a Bahia possa alcançar, no devido tempo, as condições para suspender a vacinação contra a Febre Aftosa. A autodeclaração é viável e promissora”, pontuou o coordenador das ações.

Desde 2019 a Agência tornou obrigatória a inclusão das coordenadas geográficas para abertura de novos cadastros na base de dados da instituição.

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