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Haddad defende diálogo sobre compras online entre países

Ministro da Fazenda citou que as remessas caíram nos últimos meses

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esteve em um evento para pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esteve em um evento para pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu um diálogo entre os Três Poderes para tratar do e-commerce cross-border (compra e venda online entre diferentes países por meio de plataformas) no Brasil.

A declaração aconteceu nesta segunda-feira, 5, após participar de um evento no Rio de Janeiro. No local, haddad ministrou uma palestra para os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, unidade da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

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O dabete surgiu por causa da pressão dos varejistas nacionais para a retomada do imposto para compras internacionais de até US$ 50. Esse valor foi zerado provisoriamente no ano passado.

O ministro da Fazenda disse que a ideia do imposto federal ser retomado está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Tem uma ação direta de inconstitucionalidade que está sendo avaliada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e tem também uma movimentação no Congresso Nacional em relação a isso. Nós vamos discutir Executivo, Legislativo e Judiciário, qual a melhor solução para isso”, disse.

Em meados de janeiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolaram ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a isenção do imposto de importação para bens de pequeno valor destinados a pessoas físicas no Brasil, que são as compras em sites como Shopee e AliExpress.

Remessa Conforme

Haddad elogiou o programa Remessa Conforme, lançado em agosto do ano passado para controlar as remessas enviadas ao Brasil. O programa cadastrou as empresas gigantes do e-commerce internacional, principalmente as asiáticas, como Shein, Shopee e AliExpress.

“O Remessa Conforme está operando bem. As remessas caíram muito. A questão do contrabando, que envolvia até remessa de droga para o Brasil, acabou. Nós estamos hoje uma disciplina bastante importante da Receita Federal. Está dentro do padrão legal. Então, foi afastado o mal maior, que era o crime tomar conta das remessas postais”, disse Haddad.

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