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Investidora dos EUA processa Lemann e sócios na 3G Capital

Comissão de Valores Mobiliários apontou uma baixa contábil de US$ 15,4 bilhões

Publicado sábado, 18 de março de 2023 às 08:49 h | Atualizado em 18/03/2023, 09:02 | Autor: Da Redação
Empresários da 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sucupira, fizeram a aquisição da Kraft Heinz em 2013 por US$ 28 bilhões
Empresários da 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sucupira, fizeram a aquisição da Kraft Heinz em 2013 por US$ 28 bilhões -

O empresário e bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemmann e alguns de seus sócios na 3G Capital estão sendo processados por Adriana D. Felicetti, uma investidora dos EUA, por problemas enfrentados pela Kraft Heinz em 2019. À época, escândalos com investidores resultaram em uma baixa contábil de US$ 15,4 bilhões. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a investidora, Lemann e os sócios falharam ao não proteger os direitos e interesses da Kraft Heinz e da acionista no caso. Ela acusa, ainda, a prática de insider trading, quando há o uso indevido de informação privilegiada, para lucrar com a empresa.

Uma petição inicial do processo foi protocolada no dia 6 de março, na qual a investidora solicita a restituição dos ganhos da 3G Capital com o suposto uso indevido de informação privilegiada, ressarcimento à SEC (Comissão de Valores Mobiliários, da tradução para o português) dos US$ 62 milhões que a Kraft Heinz teve de pagar ao órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, ressarcimento de US$ 250 milhões que devem ser quitados para finalizar a ação coletiva iniciada depois do rombo; e reparação das perdas como acionistas e para a empresa.

Os empresários da 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sucupira, fizeram a aquisição da Kraft Heinz em 2013 por US$ 28 bilhões. Apos isso, o investidor norte-americano Warren Buffet também se juntou como sócio.

Em 2019, a SEC apontou baixa contábil de US$ 15, 4 bilhões. A empresa foi acusada de esconder os custos reais com fornecedores e manter contratos falsos.

Em 2021, o órgão e a Kraft Heinz fecharam um acordo no qual a empresa teria pago multa de US$ 62 milhões.

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