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ECONOMIA

Kirchner ataca Uruguai por construção de fábrica na fronteira

Agencia Estado

Por Agencia Estado

23/11/2006 - 12:06 h

"O intransigente presidente uruguaio." Essa foi a forma como o presidente argentino, Néstor Kirchner, denominou ontem seu colega Tabaré Vázquez. Visivelmente furioso, Kirchner discursou ao vivo pela TV contra a decisão do Banco Mundial (Bird) de conceder dois créditos que totalizam US$ 520 milhões para que a empresa finlandesa Botnia conclua a construção de sua megafábrica no município uruguaio de Fray Bentos, sobre o Rio Uruguai, que divide os dois países.

Kirchner acusa o governo Tabaré de não querer ceder na denominada "guerra da celulose". Segundo o presidente argentino, o Uruguai violou o Tratado do Rio Uruguai ao permitir a instalação de fábricas de celulose.

"Venceram os interesses internacionais", desabafou Kirchner. "Já decidiram que esta região tem de ser a lixeira industrial do mundo. Mais uma vez, venceram os interesses da Botnia. Mas eu vou persistir, por mais fortes que sejam esses interesses."

Desde meados do ano passado, os habitantes argentinos da Província de Entre Ríos, na região da fronteira afirmam que as fábricas causarão um apocalipse ambiental e econômico nessa área do país. Com respaldo político de Kirchner, eles exigem a suspensão das obras. Os uruguaios rejeitam essa idéia e destacam que a economia do país seria beneficiada pelo US$ 1,2 bilhão que a empresa finlandesa investirá no país.

A campanha contra as obras está sendo protagonizada, principalmente, pela ativa e poderosa Assembléia Popular de Gualeguaychú, que periodicamente reúne dezenas de milhares de pessoas para protestar. No verão passado, a Assembléia bloqueou duas das três pontes que ligam os dois países. Os piquetes causaram prejuízos de mais de US$ 400 milhões ao Uruguai.

Ontem, a Assembléia prometeu bloquear as três pontes que ligam os dois países.

O ministro da Economia do Uruguai, Danilo Astori, afirmou ontem que se a ameaça se confirmar, os prejuízos para o país seriam maiores que os do ano passado. "É uma situação preocupante." O ministro da Pecuária uruguaio, ex-líder guerrilheiro tupamaro José Mujica, reagiu com violência. "Que saída temos? Fazer a guerra (contra a Argentina)? Temos de ter uma posição digna e serena."

Sem repressão

Kirchner declarou ontem que não concorda com os piquetes como modalidade de protesto. Mas deu sinais de que não usará a força policial para impedir as manifestações, tal como pede o governo uruguaio. "Se alguém pensa que eu reprimirei os irmãos de Gualeguaychú, que o escreva se quiser. Mas eu não farei isso! Não vou levantar minha mão contra outro argentino."

A Assembléia exige que o Consulado do Uruguai em Gualeguaychú seja fechado até que a Botnia abandone Fray Bentos. "Vamos endurecer a luta", declarou Alfredo De Angeli, integrante da Assembléia e presidente da Federação Agrária de Entre Ríos.

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