Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA

ECONOMIA

Missão do BC não é crescimento, mas sim o controle da inflação, diz Campos Neto

André Ítalo Rocha | Estadão Conteúdo
Por André Ítalo Rocha | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou na manhã desta sexta-feira, 26, que a missão da instituição não é o crescimento econômico, mas sim o controle da inflação. "Em relação ao crescimento, o importante é como isso afeta a inflação", disse, durante evento da B3 realizado em parceria com a consultoria de risco político Eurasia, na sessão de perguntas e respostas que ocorreu após sua apresentação.

Questionado sobre possíveis contágios da crise da Argentina no Brasil, Campos Neto disse que tentou quantificar o efeito nas exportações brasileiras, em especial para o segmento de automóveis.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

No entanto, disse que, ao contrário do ano passado, quando houve saída de fluxos globais, neste ano está havendo entrada. "O caso da Argentina e o caso da Turquia são isolados. Torcemos pela Argentina, mas lá haverá eleições próximas e nós aqui aprendemos que, quando há processo eleitoral junto com processo de retomada, fica um pouco mais volátil", afirmou.

Sobre o movimento de aumentos de tarifas comerciais em várias partes do mundo, Campos Neto afirmou que as inflações futuras em vários países não espalham isso. "(O movimento) deixou de ser uma coisa mais generalizada para uma coisa mais localizada e eu acho que o impacto tem sido reduzido", disse.

Sobre o fluxo de recursos para os mercados emergentes, Campos Neto disse que a tendência é de crescimento. "A consolidação de medidas micro no Brasil junto com o entendimento de que as reformas serão aprovadas, vai trazer fluxo, e acho também que decisões de investimento local que foram postergadas começam a acontecer", disse.

Crescimento global

Durante sua participação no evento, o presidente do Banco Central afirmou que o mundo está mais uma vez reprecificando um crescimento econômico global mais baixo. "Para o mercado, o mais provável é que haja desaceleração gradual, com pequena recuperação no segundo semestre, na Europa e em grande parte do mundo, e com desaceleração bastante contida na China", disse.

Para ele, o risco é menor de uma desaceleração mais profunda. "Nosso cenário é de desaceleração mais saudável, especialmente para os mercados emergentes, e isso tem se mostrado com os fluxos, que no começo do ano foram bastante intensos para mercados emergentes", comentou.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas