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Mundial faz Salvador se destacar na economia do turismo

Patrícia França
Por Patrícia França
| Atualizada em
Um dos setores com maior incremento nos últimos sete anos foi o de bares, que deu um salto de 337%
Um dos setores com maior incremento nos últimos sete anos foi o de bares, que deu um salto de 337% -

Em meio à polêmica sobre qual será o legado da Copa do Mundo para o Brasil, pelo menos seis segmentos ligados diretamente ao turismo em Salvador - agências de viagens, locação de veículos, restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis - não têm do que reclamar.

Levantamento feito nas 12 cidades-sedes do Mundial pela Neoway (empresa de tecnologia especializada em gerar oportunidades de negócios) mostra que de 2007, quando o Brasil foi confirmado para sediar a Copa, até a última sexta-feira, 6, estes segmentos responderam pela abertura de 139.349 novas empresas na capital baiana.

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Esse volume representa um crescimento de 97% no universo de empresas constituídas nos últimos sete anos, se comparado ao período anterior, que vai de 2000 a 2007.

Um dos segmentos que registraram maior incremento foi o de bares, que em 2007 somava 724 estabelecimentos registrados (com CNPJ) e que chega a 2014 com 3.165 novas unidades, um salto de 337%.

O número de agências de viagens na capital baiana, que será palco de seis dos 64 jogos do Mundial, contabilizou expansão de 185%. O quantitativo de lojas que vendem passagens e pacotes turísticos passou de 376, em 2007, para 1.073 até a sexta-feira.

Considerado o quarto melhor destino turístico do Brasil, Salvador registrou ainda um aumento no número de hotéis. Segundo a pesquisa da Neoway, que incluiu neste item hotéis tradicionais, pousadas, hostels e congêneres, foram abertos 260 novos estabelecimentos nos últimos sete anos, com um crescimento de 32%.

A abertura de novas empresas no ramo de restaurante e lanchonete também foi significativa: expansão de 121% e 221%, respectivamente.

Melhor desempenho

O gerente de marketing da Neoway, Halph Weigand, informa que os números mostram um ambiente favorável para os negócios envolvidos com o setor de turismo em Salvador, no comparativo com o Brasil e as 12 capitais-sede dos jogos da Copa.

"De 2007 a 2014 estes setores tiveram, em todo o País, um aumento de 73% no número de novas empresas abertas. As cidades-sedes do Mundial, 76% de incremento, e Salvador, 97%", disse ele.

Halph ressalta um outro dado: do universo de 139.347 novos estabelecimentos abertos em Salvador nos últimos sete anos, quase 87 mil dizem respeito a negócios de microempreendedor individual (MEI).

Isso mostra, segundo o executivo, que outros fatores, como facilidade de crédito, regime tributário simplificado pelo Simples Nacional, além de políticas específicas para o setor, favoreceram a legalização de muitos negócios que operavam informalmente.

"É uma mostra e os dados de Salvador deixam claro que a economia da cidade se desenvolveu, novas empresas abriram, gerou-se mais empregos e ainda tem a Copa como fator impulsionador do turismo local", informou.

Imagem ilustrativa da imagem Mundial faz Salvador se destacar na economia do turismo
| Foto: Editoria de Arte | A TARDE
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