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Petrobras vai intensificar busca de gás na Amazônia

Publicado segunda-feira, 03 de setembro de 2007 às 18:44 h | Atualizado em 03/09/2007, 18:44 | Autor: Agência Reuters
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A Petrobras vai intensificar seu planejamento para exploração de gás na região amazônica, informou o diretor de Exploração e Produção da companhia, Guilherme Estrella, nesta segunda-feira.

A empresa já produz 50 mil barris diários de petróleo no campo de Urucu, no Estado do Amazonas, e a partir de 2008 também irá produzir gás. A Petrobras prevê ainda perfurar 23 poços na bacia do Solimões até 2012 e entre os principais projetos estão os campos de Juruá, Jaraqui e São Mateus, informou Estrella.

"A bacia passou a ser estratégica porque é na selva amazônica. Nós temos um contrato de fornecimento de 5,5 milhões de metros cúbicos com o Estado do Amazonas, durante 20 anos, e Urucu atende essa demanda só até 2012. Temos que ter mais reservas para sustentar", disse Estrella.

As descobertas na região amazônica foram feitas entre as décadas de 1970 e 1980 e as reservas estimadas são de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).

Estrella explicou que a produção média da Petrobras em 2007 deve oscilar entre 1,840 e 1,850 milhão de barris diários de petróleo, abandonando de vez a meta de 1,919 milhão de barris para o ano estimada anteriormente.

A redução foi atribuída pelo executivo a problemas operacionais no primeiro semestre, que decorreu em sucessivas quedas de produção da empresa no período.

"Tivemos problemas com (as plataformas) P-34, P-50, P-43, P-48...o primeiro semestre foi um horror, mas faz parte da nossa atividade. Boa parte dos nossos problemas já está sendo solucionada", disse Estrella a jornalistas.

Segundo o diretor, que negou nesta segunda-feira estar deixando o cargo como vem sendo especulado pela imprensa, a auto-suficiência da empresa está garantida apesar da queda na produção.

"Mudanças são atos de rotina do governo dentro da Petrobras, não pedi para sair, não é necessário, quando o governo quiser o cargo é só pedir".

Segundo ele, não há risco de perder a auto-suficiência, conquista do atual governo, porque a demanda não deverá chegar a 1,860 milhão de barris diários.

"(A demanda) está entre 1,800 e 1,820 milhão de barris diários", disse Estrella.

O executivo, já aposentado pela estatal e que voltou ao trabalho a convite do governo, disse que no segundo semestre estão previstas para entrar em operação as plataformas P-52, P-54 e Piranema. Esta última será batizada na terça-feira, em Sergipe, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para 2008, segundo Estrella, a previsão de produção é de 2,050 milhões de barris diários de petróleo, ante demanda estimada de 1,922 milhão de barris diários.

Ele confirmou que a licitação da plataforma P-55, que será instalada no campo de Roncador, na bacia de Campos, foi novamente cancelada devido a valores considerados muito altos, o que já tinha ocorrido em janeiro.

"A tendência é simplificar os projetos para ver se eles se tornam mais viáveis economicamente", disse o executivo sem estabelecer uma data para a retomada do processo.

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