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Poder de compra dos baianos está maior nesta Páscoa, diz economista

Segundo o consultor da Fecomércio-BA, as condições econômicas estão melhores

Bernardo Rego
Por Bernardo Rego
| Atualizada em

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Itens como chocolate e achocolatado em pó subiram 4,5%, já o chocolate em barra e bombom tiveram queda de -1,69%
Itens como chocolate e achocolatado em pó subiram 4,5%, já o chocolate em barra e bombom tiveram queda de -1,69% -

O feriado da Páscoa, celebrado na sexta-feira, 29, se aproxima, e com isso a procura por alimentos que compõem a cesta utilizada pelas famílias nesse período do ano. Em meio a um cenário de inflação subindo 0,96% em fevereiro na RMS, maior alta desde 2016, o poder de compra dos baianos aumentou, segundo o consultor da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

Em conversa com o Portal A TARDE, o economista ressaltou o crescimento de emprego e renda na região, o que favorece para um cenário mais positivo em relação aos últimos doze meses. "A nossa expectativa é favorável a esse momento. Isso porque as condições econômicas das famílias, de emprego, renda e crédito, estão melhores do que há um ano. Tem mais emprego, o poder de compra mais forte e isso permite esse avanço na compra. Na Páscoa essa perspectiva é importante não somente para as lojas de chocolate, que vendem ali o ovo de Páscoa, mas também para os supermercados que oferecem os ingredientes para fazer a refeição no domingo", destacou.

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De acordo com dados da Fecomércio-BA, o azeite de oliva será o grande vilão neste ano, com aumento médio de quase 37%. Na segunda posição vem o arroz com alta, em 12 meses, de 24,56%. No caminho inverso, os itens cebola, tomate e alho, registraram recuos respectivos de -18,73%, -5,54% e -3,84%. Itens como chocolate e achocolatado em pó que sobe 4,5% e o chocolate em barra e bombom, com queda de -1,69%. Ambos estão com variação muito abaixo da apurada em janeiro de 2023.

"Por mais que você fale de uma alta nos preços dos alimentos, de fato tem tido um pico neste início do ano, alguns produtos em relação ao ano passado estão com preços mais baixos, aí eu destaco o tomate, cebola e alho. Por outro lado, o arroz e o azeite de oliva estão com preços disparados com mais de 40% de aumento, e aí o azeite de oliva é muito por conta de uma quebra de safra lá na Europa e por conta do El Niño", acrescentou Dietze.

Ainda de acordo com o economista, de forma geral as condições econômicas de Salvador e da Bahia estão melhores, por isso é possível vislumbrar um avanço de vendas no período da Páscoa. Na contramão, ele ressaltou que a disparada de preços dos alimentos e do transporte pode causar um impacto na próxima data importante no cenário econômico que é o dia das mães, celebrado esse ano no dia 12 de maio, com uma redução de oferta.

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