ECONOMIA
Presidente da Fieb defende privatização da RLAM: "Vai trazer nova dinâmica"


O empresário Ricardo Alban, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), defende a privatização da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM). Para o gestor, a medida seria um vetor de crescimento social e econômico para Região Metropolitana de Salvador.
Conforme ressaltou, em entrevista ao programa Isso É Bahia, da rádio A TARDE FM, na manhã desta quinta-feira, 7, a refinaria representa cerca de 30% do Valor de Transformação Industrial (VTI) do Estado e, nos últimos anos, tem apresentado baixas no PIB do setor. "Hoje, diante deste processo de privatização das refinarias, cerca de 50% de capacidade da Petrobras, não podemos encarar como algo que não faz sentido, principalmente para a Bahia. Temos uma refinaria, com cerca de 60 anos, e o conceito é que ela está envelhecida", afirmou.
Alban ainda destacou que a RLAM é a segunda maior do país, com versatilidade de produtos, extensa logística portuária e dutos que alcançam 700 quilômetros. "É uma ferramenta de desenvolvimento econômico muito importante", frisou, apontado que os investidores interessados poderão ampliar o equipamento e desenvolver um novo vetor de crescimento em postos de trabalho.
Ao justificar a tese, o empresário disse que a iniciativa é necessária para que não ocorra com a RLAM o que aconteceu com o Estaleiro da Enseada do Paraguaçu, classificado como "elefante branco". "Nós precisamos aproveitar a refinaria, que é uma grande indústria operacional, e aquilo vai trazer uma nova dinâmica, não tenho dúvidas disso", pontuou o presidente da Fieb.